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Nederlands Dans Theater 2 se apresenta em Belo Horizonte, neste sábado


Referência mundial da dança contemporânea, a companhia holandesa chega a Belo Horizonte depois de se apresentar no Rio de Janeiro e em São Paulo

mutual comfort ~EDWARD CLUG // NEDERLANDS DANS THEATER 2

Com quase 60 anos de história, o Nederlands Dans Theater 2 é uma companhia que, partindo dos princípios da dança moderna norte-americana, criou um estilo único, investindo, paralelamente às suas criações coreográficas, em disciplinas diversas, tais como as artes visuais, a composição musical, as técnicas de iluminação e encenações inovadoras. Jirí Kylián, um mágico do movimento, foi diretor artístico da companhia e coreógrafo residente por quase 30 anos.

Hoje, sob a direção artística de Paul Lightfoot, o Nederlands Dans Theater 2 é uma das companhias de dança mais requisitadas do mundo, reunindo jovens e excepcionais talentos. O treinamento exaustivo de seus bailarinos, a criatividade de seu diretor artístico, com a preciosa colaboração de Sol Léon, resultam em espetáculos que se destacam pelo cuidado nos mínimos detalhes, mas que nem por isso perdem em encanto e espontaneidade.

Depois de passar por São Paulo e Rio de Janeiro, a turnê brasileira chega a Belo Horizonte, onde se apresenta no SESC Palladium, neste sábado, 7 de outubro. No repertório trazido para a capital mineira, estão com as coreografias I New Then, Sad Case e Cacti.

A companhia e os coreógrafos

A trupe holandesa tem sede em Haia. Apresenta-se anualmente para um público internacional de 115 mil pessoas na Europa, Estados Unidos, Ásia e Austrália. Desde sua fundação, em 1959, essa companhia pioneira, caracterizada pela criatividade, construiu um rico repertório com cerca de 600 balés, assinados por mestres da coreografia como Jiří Kylián e Hans van Manen, por famosos coreógrafos da casa Sol León e Paul Lightfoot, pelos coreógrafos associados Crystal Pite e Marco Goecke, e também por convidados altamente competentes como Johan Inger, Medhi Walerski, Alexander Ekman, Gabriela Carrizo, Franck Chartier, Hofesh Shechter, Edward Clug, e Sharon Eyal & Gai Behar.

Em 1978, o NDT fundou uma segunda divisão para “abastecer” a companhia principal com jovens talentos. Em três anos, o NDT 2 preparou dezesseis bailarinos com formação clássica oriundos de todo o mundo, para o NDT 1. Enquanto a primeira companhia oferece aos bailarinos a chance de desenvolver ainda mais sua personalidade artística, a segunda companhia, NDT 2, oferece um repertório variado, baseado tanto em obras de grandes coreógrafos, quanto de artistas ascendentes como Jiří Pokorný, Edward Clug, Imre van Opstal e Marne van Opstal. Um dos objetivos do NDT 2 é familiarizar os bailarinos com um léxico de linguagens de dança. O fato de trabalhar com novos coreógrafos fornece aos bailarinos a oportunidade de aprender a reagir rapidamente a diferentes linguagens coreográficas, técnicas e métodos de trabalho.

Tudo isto se torna uma rotina diária em sua base em Haia, em ambientes concebidos como centros de criação, avançando constantemente e trazendo uma nova energia à dança contemporânea, tanto na Holanda quanto no exterior.

O inglês Paul Lightfoot estudou na Royal Ballet School em Londres. Juntou-se ao NDT 2 e transferiu-se para o NDT 1 dois anos depois, lá ficando até 2008. Lightfoot começou a coreografar ainda atuando como bailarino e, juntamente com Sol León, criou muitas peças para o NDT. Tornou-se diretor artístico da NDT em 2011.

A espanhola Sol León integrou-se ao NDT 2 após sua formatura na National Ballet Academy de Madri em 1987. Dois anos depois, juntou-se ao NDT 1 e dançou obras-primas de Jiří Kylián, Hans van Manen, Mats Ek e Ohad Naharin. Ela continuou a dançar até 2003, quando decidiu se dedicar integralmente à coreografia. Sol se tornou assessora artística da NDT em 2012.

Sol León e Paul Lightfoot começaram a criar em dupla para o NDT há mais de 26 anos. Juntos ganharam prêmios prestigiosos como os “Benois de la Danse” e o “Herald Archangel”. São coreógrafos residentes do NDT desde 2002 e, juntos, criaram mais de cinquenta balés.

As coreografias

I New Then

Duração: 28 minutos

Coreografia: Johan Inger

Música: Van Morrison: Madame George, The Way Young Lovers Do, Sweet Things, I’ll Be Your Lover Too, Crazy Love

Johan Inger leva quatro garotas e cinco rapazes a grandes alturas em músicas de Van Morrison. Não é um grupo em uníssono; brotam indivíduos que se rebelam contra ele, balançando os quadris, caindo uns entre os outros e abrigando-se numa floresta de aço. O trabalho de Inger é bem humorado, fresco e otimista, alternando entre o cômico e teatral e o vulgar e orgânico.

“A coreografia demonstra muita criatividade e as jovens bailarinas desempenham seu papel com grande personalidade.” – De Telegraaf

 

Sad Case

Duração: 22 minutos

Coreografia: Sol León e Paul Lightfoot

Música:
Perez Prado: Mambo Nº 8
Perez Prado: Muchachita
Alberto Dominguez: Frenesi
Ernesto Lecuona: Always in my heart
Perez Prado: Caballo Negro
Ray Barretto: Watusi
Trio Los Panchos: Perfidia
Augustín Lara: Maria Bonita

Sad Case foi criado em 1998, quando Sol León estava grávida de sete meses de sua filha. Situa-se como um dos principais pilares da obra conjunta com Lightfoot. Movimentos surpreendentes e fortes, calcados no mambo mexicano, mostram uma busca contínua da tensão entre momentos satíricos e clássicos.

“Engraçado, teatral e emocionantemente humano” – CriticalDance.com (2003)

 

Cacti

Duração: 27 minutos

Coreografia: Alexander Ekman

Música:
Joseph Haydn: Sonata Nº V “Sitio” Suíte Die sieben letzten Worte unseres Erlösers am Kreuze, Hoboken XX, 1B;
Ludwig van Beethoven: Quarteto para cordas Nº 9 em Dó, op. 59, trecho do Andante con moto quasi allegretto;
Sinfonia em Ré menor “A Morte e a Donzela” IV: Presto – Franz Schubert, arranjado e adaptado para orquestra por Andy Stein;
Joseph Haydn: Allegro do Quarteto para cordas Nº 6, op. 9 em Lá maior

Alexander Ekman denomina-se um “rythm freak”, já que uma de suas marcas é projetar paisagens sonoras contemporâneas. Nesta coreografia, ele usou unicamente música clássica, a partir de um novo arranjo de A Morte e a Donzela de Schubert, criado em conjunto com a Holland Symphonia. Mais ainda: os bailarinos se tornam instrumentos para a orquestra. Ekman lançou mão de todos os bailarinos desafiando o público a refletir sobre o modo como a arte é percebida.

“Impressionantemente criativo.” – Evening Standard

 


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Serviço


Belo Horizonte 7 de outubro (Sesc Palladium)

Data:
7 de outubro

Local:
Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420 - Centro, Belo Horizonte - MG)

Horário:
21h

Mais informações:

INGRESSOS:

  • Plateia I: R$ 150,00
  • Plateia II: R$ 130,00
  • Plateia III: R$ 50,00

Descontos:

  • Site Dell’Arte: 30%
  • Estudantes: 50%
  • Maiores de 60 anos: 50%

Formulário de credenciamento


Instituição

Editoria

Credenciado 1


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