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Série O Globo / Dell’Arte Concertos Internacionais 2017 apresenta Istanbul State Symphony Orchestra


Uma das mais tradicionais orquestras europeias estreia em palcos brasileiros apresentando um programa que inclui Mozart, Dvorák e o belíssimo concerto para violino de Sibelius

Istanbul State Symphony Orchestra - Credito Divulgacao

Uma das mais antigas e respeitadas formações sinfônicas da Europa , a Istanbul State Symphony Orchestra (IDSO) tem uma longa história, que remonta ao século XIX, e é reconhecida não somente pela excelência de seus músicos, mas também por seu pioneirismo na divulgação de peças de compositores turcos.

Em  22 de junho (quinta-feira), às 20h, a  IDSO faz apresentação única, pela primeira vez no Brasil e no Rio de Janeiro, no palco do Theatro Municipal,  como a terceira atração da 24ª edição da Série O Globo / Dell’Arte Concertos Internacionais 2017.

Em sua atual turnê, a orquestra será conduzida por Milan Turkovic e traz como convidada a violinista Rebekka Hartmann, que será solista do belíssimo concerto para violino de Sibelius. O programa da noite inclui ainda Mozart e Dvorák.

A Orquestra

As raízes da Istanbul State Symphony Orchestra remontam ao início do século XIX. Em 1827, o sultão otomano Mahmut II convidou Giuseppe Donizetti, irmão do famoso compositor de óperas italiano Gaetano Donizetti, outorgando-lhe o título de Paxá e incumbindo-lhe da fundação da Orquestra Otomana Imperial Mizika-i-Humayun, predecessora da Istanbul State Symphony Orchestra. Giuseppe permaneceu como seu diretor musical por cerca de vinte e cinco anos, até a sua morte, em 1856. As primeiras turnês europeias empreendidas pela orquestra foram a Viena, Berlim, Dresden, Munique, Budapeste e Sofia, em 1917.

Após a fundação da República Turca por Mustafá Kemal Atatürk em 1923, Mızıka-i-Humayun foi transferida para Ancara, a recentemente fundada capital da república. Em 1945 seu nome foi mudado para Orquestra Sinfônica Municipal de Istambul e, em 1972, quando foi transferida para o Ministério da Cultura, para Istanbul State Symphony Orchestra.

Com sua longa e rica história, a Istanbul State Symphony Orchestra  mantém um lugar especial na vida cultural da cidade, caracterizada tanto pela tradição quanto pela propagação de novos pensamentos.

Ao longo dos anos, a IDSO trabalhou com muitos regentes altamente respeitados e solistas aclamados internacionalmente. Dentre eles, Cemal Reşit Rey, Aaron Copland, Yehudi Menuhin, Hikmet Şimşek, Gürer Aykal, Tadeusz Strugala., Jean-Pierre Rampal, Sabine Meyer, Gidon Kremer, Heinrich Schiff, Natalia Gutman, Alexander Rudin, Luciano Pavarotti, Leyla Gencer, Güher & Süher Pekinel, Idil Biret, Fazil Say, Ayşegül Sarıca, Suna Kan, Ayla Erduran, Verda Erman, Gülsin Onay e Hüseyin Sermet. Em 2014 Ender Sakpinar assumiu o posto de Regente Principal da IDSO.

A orquestra foi responsável pela estreia de peças de muitos compositores do país, gravadas em áudio e vídeo. Para introduzir internacionalmente as obras de compositores turcos e solistas do país, a IDSO empreendeu turnês à Itália, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Áustria, Grécia, Memphis (1992) e Espanha (1990-93) e apresentou Suleyman o Magnífico nos Estados Unidos, no Festival Europa Musicale em Munique (1993), no Festival de Atenas (2000), Bulgária (2002), Japão (2003), Egito (2008), Alemanha (2009) e Espanha (2012).

Milan Turkovic

A edição de agosto de 2009 da importante revista japonesa de música Ongaku No Tomo, incluiu-o em uma lista com os vinte regentes mais interessantes da cena musical de Tóquio. Vencedor do “Edison Award”, recebeu também o “Echo Klassik” alemão em 2010. Atua regularmente como regente principal no Festival Japonês de Kusatsu. A partir de 2017 assumiu o mesmo posto na orquestra Moravia Virtuosi, de Brno, na República Tcheca.

Turkovic trabalhou com solistas da estirpe de Mischa Maisky, Jan Vogler, Benjamin Schmid, Michael Schade, Xavier de Maistre, Gábor Boldoczki, Sergei Nakariakov, Sara Mingardo e Lise de la Salle.

Milan Turkovic - Crédito Werner Kmetitsch
Milan Turkovic – Crédito Werner Kmetitsch

Como solista apresentou-se em praticamente todos os centros musicais do mundo, com orquestras como a Sinfônica de Viena, Filarmônica de Estocolmo, Sinfônica de Bamberg, Orquestra de Câmara de Stuttgart, Filarmônica de Munique, I Solisti Italiani, Orquestra da Suisse Romande, Camerata de Salzburgo, Sinfônica de Chicago, Sinfônica de St. Louis, Orquestra do Festival Mostly Mozart (Nova York), The English Concert, Sinfônica NHK de Tóquio e Orquestra de Câmara Franz Liszt de Budapeste, com regentes como Eschenbach, Giulini, Harnoncourt, Marriner, Pinnock, Sawallisch, Stein e Vegh. Turkovic foi membro do Concentus Musicus de Viena, da Chamber Music Society do Lincoln Center e membro fundador do Ensemble Wien-Berlin.

O fagotista participou de importantes festivais por todo o mundo, aí incluídos os de Salzburgo, Viena, Lucerna, Lockenhaus, Prades, Praga, Nova York, Santa Fé, Portland, Osaka, Sapporo e Kusatsu. Após uma turnê ao lado de Wynton Marsalis em 1998, o trompetista dedicou-lhe o quinteto Meeelaan para fagote e quarteto de cordas, que Turkovic viria a apresentar mundo afora. Ainda na qualidade de solista tocou várias estreias mundiais de obras de compositores como Jean Françaix, Sofia Gubaidulina, Ivan Eröd, Rainer Bischof, Thomas Daniel Schlee, Friedrich Cerha, Wynton Marsalis e Brett Dean.

A discografia de Milan Turkovic inclui 9 CD como regente e 15 como solista; 26 CD de música de câmara e cerca de 200 com o Concentus Musicus de Viena. Gravou os concertos para fagote de Mozart quatro vezes, a terceira delas com instrumentos de época, sob a regência de Nikolaus Harnoncourt. Outros registros incluem um concerto de Weber (com Marriner), o Quinteto para fagote e cordas Meeelaan de Marsalis, e o CD duplo Bassoon Extravaganza. Suas gravações mais recentes incluem um CD com três sinfonias de Haydn e outros dois com o German Ensemble Selmer Saxharmonic, que mereceu o prêmio “Klassik” de 2010.

Turkovic é também autor de quatro livros em alemão, que se encontram no prelo. Há ainda um livro comemorativo do cinquentenário do Concentus Musicus de Viena, que foi traduzido para o japonês. Atua regularmente como jurado e presidente de júri em concursos internacionais.

Rebekka Hartmann

Natural de Munique, a jovem violinista começou seus estudos do instrumento aos 5 anos, tendo como mestra Helge Thelen, pedagoga do método Suzuki. Ainda em sua cidade natal estudou com Andreas Reiner e, posteriormente, em Los Angeles, com Alice Schoenfeld. Frequentou máster classes com professores como Rainer Kussmaul. Mas foi Josef Kröner que reforçou seu ímpeto e burilou sua arte.

Rebekka Hartmann conquistou vários prêmios nacionais e internacionais, aí incluídos o Concurso de Violino Henri Marteau em Lichtenberg (2005), a competição internacional “Pacem in Terris” em Bayreuth (2004) e a Bolsa de Estudos Jacha Heifetz, dos Estados Unidos (2002). Suas atividades concertísticas internacionais a levaram a trabalhar com regentes como Christoph Eschenbach, Justus Frantz, Salvador Mas Conde, Esa Pekka Salonen, Jukka Pekka Saraste e Enoch zu Guttenberg.

Suas apresentações em recital também a levaram a diversos países e continentes: Suíça, Grã-Bretanha, Áustria, Ásia e Estados Unidos, entre outros. Rebekka se apresenta ainda em renomados festivais como o Schleswig-Holstein e o Weilburger Schlosskonzerte. A violinista é louvada por público e crítica por suas atuações com orquestras do nível da Orquestra de Câmara Heilbronn do Württemberg e da Orquestra de Câmara Germânica. Colabora ainda com a Orquestra do Klangverwaltung de Munique, e apresenta-se em recitais solo e em duo.

O repertório de Rebekka Hartmann abarca todo o espectro da literatura violinística, desde os primórdios do Barroco até a música contemporânea e novas composições.  Foi responsável, inclusive, por algumas estreias mundiais de obras para violino solo como as de Håkan Larsson e Anders Eliasson.

Em 2006 o selo Farao Classics de Munique lançou seu CD de estreia, contendo obras solos de Johann Sebastian Bach, Paul Hindemith e Bernd Alois Zimmermann. Em 2012 recebeu o Prêmio Clássico ECHO na categoria “Melhor Gravação Solo do Ano”, por seu CD Birth of the Violin (2011, Solo Musica). As obras barrocas de compositores alemães, italianos e franceses presentes no disco são, excetuando-se algumas faixas, primeiras gravações mundiais. O último CD de Rebekka foi lançado em maio de 2015 por Musiques Suisses, em cooperação com a Rádio Suíça. Ele traz as obras completas de Paul Juon para a rara combinação de dois violinos e piano. A violinista se apresenta com um violino Antonio Stradivarius de 1675.

Rebekka Hartmann desenvolveu, ao longo de muitos anos, uma rica parceria em música de câmara com a pianista Margarita Oganesjan. O duo Hartmann-Oganesjan dá recitais em todo o mundo. Em abril de 2015 o selo Farao Classics lançou o CD Views from Ararat, onde ambas as parceiras interpretam obras de compositores armênios e turcos. O conceito artístico da dupla consubstanciou-se em um álbum que se constitui em uma forte afirmação musical sobre o gélido conflito político vivido no sopé da montanha bíblica.

Programa

WOLFGANG AMADEUS MOZART

Le Nozze di Figaro – abertura

 

JEAN SIBELIUS
Concerto para violino e orquestra em Ré menor, op. 47
Allegro moderato
Adagio di molto
Allegro, ma non troppo
Solista: Rebekka Hartmann

 

INTERVALO

 

ANTONÍN DVOŘAK
Sinfonia Nº 7 em Ré menor, op. 70
Allegro maestoso
Poco adagio
Scherzo – Vivace
Allegro


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Serviço


Rio de Janeiro 22 de junho (Theatro Municipal)

Data:
22 de junho

Local:
Theatro Municipal (Praça Floriano, s/n - Centro)

Horário:
20h

Mais informações:

Ingressos:

  • Plateia: R$ 420,00 (Inteira)
  • Balcão Nobre: R$ 420,00 (Inteira)
  • Balcão Superior Central: R$ 200,00 (Inteira)
  • Balcão Superior Lateral (visão parcial): R$ 200,00 (Inteira)
  • Galeria Central: R$ 110,00 (Inteira)
  • Galeria Lateral (visão parcial): R$ 110,00 (Inteira)

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