Florence + The Machine apresentou “Everybody Scream”, canção que batiza o seu sexto álbum de estúdio e abre a nova fase da banda. O lançamento veio acompanhado de um videoclipe dirigido por Autumn de Wilde, responsável também pela arte de capa. O anúncio confirma a chegada do álbum Everybody Scream em 31 de outubro de 2025, coincidindo com o Halloween, e sucede Dance Fever (2022).
No novo trabalho, Florence Welch retoma elementos dramáticos e rituais que atravessam sua obra e os aproxima de um imaginário mais sombrio. “Everybody Scream” expõe esse espírito já na estrutura: camadas vocais que crescem até um clímax quase litúrgico, percussões marcadas e um arranjo que alterna contenção e descontrole calculado, em linha com a teatralidade que marcou a carreira do grupo nos palcos.
O álbum foi escrito e produzido por Welch ao longo dos últimos dois anos e contou com colaborações de Mark Bowen (Idles), Aaron Dessner (The National) e Mitski. A faixa lançada reúne ainda contribuições de James Ford, James McAlister e do multi-instrumentista de sopros Stuart Bogie, parceiros recorrentes em gravações de alto impacto. A combinação indica um disco de texturas densas, que pode aproximar a banda de um território mais cru e dissonante, sem abrir mão da assinatura melódica da cantora.
A campanha vinha sendo sugerida por teasers nas redes de Welch, com imagens e pistas que remetiam a misticismo e “folk horror”. O clipe de estreia amplia essas referências ao acentuar o contraste entre fragilidade e exuberância visual — estratégia que a diretora Autumn de Wilde já aplicou em colaborações anteriores no universo pop e que aqui serve para enquadrar o grito do título como gesto cênico e confessional.
Sem detalhar ainda tracklist ou formatos especiais, a equipe da artista abriu a pré-venda do álbum no site oficial. A expectativa, a partir do recorte estético do single e das parcerias envolvidas, é de um lançamento que rearticula símbolos caros à banda — corpo em performance, espiritualidade, catarse — para um registro de clima mais noturno, pensado sob a moldura de uma data simbólica para o imaginário do grupo.





