Em 2026, quando Brasil e China celebram o Ano Cultural Brasil-China 2026, quatro cidades brasileiras recebem em maio a visita do principal conjunto artístico dedicado a uma das mais importantes manifestações culturais chinesas: a Companhia Nacional da Ópera de Pequim.
A companhia fará apresentações em São Paulo (dias 12 e 13), Belo Horizonte (dia 16), Brasília (dia 19) e Salvador (dia 23).
A turnê da Companhia Nacional da Ópera de Pequim é apresentada pelo Ministério da Cultura e pela CTG Brasil, com o apoio da Lei Rouanet, e realização da Dellarte, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro. Os ingressos para as apresentações já estão à venda em dellarte.com.br. Confira as informações completas no SERVIÇO abaixo.

Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a Ópera de Pequim — conhecida na China como Jingju — é considerada um dos pilares da tradição teatral chinesa. O gênero combina música, canto, dança, interpretação dramática, acrobacias e artes marciais em uma linguagem cênica altamente estilizada, construída ao longo de séculos.
Turnê integra as celebrações do “Ano Cultural Brasil-China 2026
Definido em 2024, ano em que foi celebrado a comemoração dos 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a China, o “Ano Cultural Brasil-China” tem um de seus principais focos na disseminação cultural, e a Ópera de Pequim, que reúne o encanto das tradições e da cultura chinesa, não poderia ficar de fora.

“A valorização da diversidade cultural e o fortalecimento das relações entre Brasil e China é um dos pilares de atuação da nossa estratégia de investimento social e parte do nosso compromisso de longo prazo com o País. Apoiar a turnê brasileira da Ópera de Pequim, durante o Ano Cultural Brasil-China 2026, é uma forma de reforçar o intercâmbio cultural e aproximar ainda mais os dois países”, afirma Luís Fernando Lisboa Humphreys, Gerente Sênior de Estratégia e Sustentabilidade da CTG Brasil.
Para celebrar essa data tão especial, a companhia escolheu duas das peças mais celebradas de seu repertório: As Mulheres Generais da Família Yang (The Female Generals of the Yang Family) e A Lenda da Serpente Branca (The Legend of the White Snake).
A origem da Ópera de Pequim remonta às tradições teatrais desenvolvidas na China imperial e consolidadas entre os séculos XVIII e XIX. Ao longo do tempo, o gênero tornou-se uma das formas artísticas mais representativas da cultura chinesa, preservando narrativas históricas, lendas populares e histórias clássicas da literatura do país.

Nas apresentações, os intérpretes utilizam diferentes técnicas vocais — que incluem canto, fala e recitação — para narrar histórias e expressar emoções. A música é executada por uma orquestra tradicional chinesa, composta por instrumentos característicos como o erhu, instrumento de cordas, e o suona, instrumento de sopro. Os movimentos coreográficos e os gestos simbólicos fazem parte da dramaturgia, enquanto sequências de acrobacia e combate inspiradas nas artes marciais acrescentam dinamismo às cenas.

A estética da Ópera de Pequim destaca-se pelo uso de figurinos elaborados, maquiagem estilizada e adereços simbólicos que ajudam a definir a identidade e a posição social dos personagens. Esses elementos integram um sistema de códigos cênicos desenvolvido ao longo de gerações e são fundamentais nas produções da companhia. Confeccionados manualmente por artesãos especializados, os figurinos apresentam cores intensas e detalhes intrincados que refletem a personalidade e o status dos personagens, enquanto adereços como espadas, leques e lenços reforçam gestos e movimentos durante as cenas, contribuindo para a atmosfera visual característica desse gênero teatral.

Essa combinação de música, teatro e virtuosismo físico impressiona plateias em diferentes partes do mundo. Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian, a crítica descreveu a experiência de assistir à Ópera de Pequim como “a formidável coordenação e energia de um complicado número acrobático chinês”, observando que “há poucas coisas comparáveis a ela no Ocidente”. Já o jornal The Times destacou que “na Ópera de Pequim, o refinamento da alta arte encontra a diversão da arte popular, com movimentos estilizados, humor e ação em uma explosão de entretenimento”.

Os programas
As Mulheres Generais da Família Yang narra a história de uma lendária família de guerreiros da China antiga. Após a morte do marechal Yang Zongbao em batalha e a perda de grande parte dos homens da família, sua avó, Lady She, decide liderar as mulheres da linhagem Yang na defesa do país.
Entre elas está Mu Guiying, esposa de Yang Zongbao, que assume posição de destaque nas batalhas. A obra reúne cenas de combate coreografado, virtuosismo físico e passagens dramáticas que celebram coragem e lealdade.
Já A Lenda da Serpente Branca apresenta uma das histórias mais conhecidas do folclore chinês. A trama acompanha o amor entre a Dama Branca, espírito de uma serpente que assume forma humana, e o jovem Xu Xian, com quem se casa após um encontro às margens do Lago Ocidental.
O relacionamento desperta a oposição do monge Fahai, que considera a união entre um humano e um espírito uma violação das leis naturais. A narrativa mistura romance, elementos sobrenaturais e cenas de forte expressividade cênica.

Companhia Nacional da Ópera de Pequim
Fundada em 1955 e vinculada ao Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China, a Companhia Nacional da Ópera de Pequim reúne alguns dos principais intérpretes e criadores dedicados à preservação e ao desenvolvimento da Ópera de Pequim. Seu primeiro presidente foi Mei Lanfang, um dos maiores mestres da história desse gênero e figura central na difusão internacional da arte chinesa.
Ao longo de sua trajetória, a companhia construiu um repertório com mais de 500 obras, entre peças tradicionais, narrativas históricas e criações contemporâneas. Suas produções são apresentadas regularmente em turnês internacionais, levando a tradição da Ópera de Pequim a palcos de diversos países e contribuindo para o intercâmbio cultural entre a China e o restante do mundo.
Com o reconhecimento da Ópera de Pequim como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a companhia passou a ser considerada internacionalmente como um importante baluarte na preservação e divulgação dessa forma de arte, com um vasto repertório inspirado na história, no folclore e na cultura chinesas.

SERVIÇO
Companhia Nacional da Ópera de Pequim
Ano Cultural Brasil-China 2026
Apresentada por Ministério da Cultura e CTG Brasil
Realização: Dellarte / Ministério da Cultura – Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro
Classificação indicativa: 10 anos
Programas
As Mulheres Generais da Família Yang (The Female Generals of the Yang Family)
Duração: 105 minutos (com intervalo)
A Lenda da Serpente Branca (The Legend of the White Snake)
Duração: 90 minutos (sem intervalo)
São Paulo
Local: Teatro Bradesco – Bourbon Shopping – R. Palestra Itália, 500 – 3º Piso – Perdizes
Data: 12 de maio, 20h30 (terça-feira)
Programa: As Mulheres Generais da Família Yang
Data: 13 de maio, 20h30 (quarta-feira)
Programa: A Lenda da Serpente Branca
Valores:
Plateia (A a N): R$ 160,00
Plateia (O a W): R$ 140,00
Frisa Mezanino: R$ 120,00
Frisa Central: R$ 80,00
Balcão Nobre: R$ 100,00
Frisa Superior: R$ 50,00
Camarote: R$ 150,00
Ingressos Populares: R$ 50,00
Belo Horizonte
Local: BeFly Minascentro – Av. Augusto de Lima, 785 – Centro
Data: 16 de maio, 20h30 (sábado)
Programa: A Lenda da Serpente Branca
Valores:
Setor 1: R$ 120,00
Setor 2: R$ 100,00
Superior / Ingressos Populares: R$ 50,00
Brasília
Local: Sala Martins Pena / Teatro Planalto – Via N2 Eixo Monumental – Setor Cultural Norte
Data: 19 de maio, 20h (terça-feira)
Programa: As Mulheres Generais da Família Yang
Valores: Preço único: R$ 120,00
Ingressos Populares: R$ 50,00
Salvador
Local: Concha Acústica – Teatro Castro Alves – Av. Alberto Pinto, 11 – Campo Grande
Data: 23 de maio, 20h (sábado)
Programa: A Lenda Da Serpente Branca
Valores: Lote 1: R$ R$ 80,00
Ingressos Populares: R$ 50,00
Sobre a CTG BRASIL
Uma das maiores geradoras de energia do País, conta com a dedicação de seus talentos locais e está comprometida em contribuir com a matriz energética brasileira, pautada pela responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.
A empresa tem investimentos em 15 usinas hidrelétricas, 12 parques eólicos e um complexo solar, com capacidade instalada total de 9 GW. Criada em 2013, é controlada indireta da China Three Gorges Corporation, uma das líderes globais em geração de energia limpa.
Sobre a Dellarte
Uma das maiores produtoras de soluções e eventos culturais do país, atuando na área da música clássica, jazz e artes performáticas há mais de 40 anos, a Dellarte já realizou mais de 1.500 apresentações para mais de 3 milhões de pessoas, trazendo para o Brasil o que há de mais emocionante no cenário cultural ao redor do mundo.
John Malkovich, Jessye Norman, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo, José Carreras, Montserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, Kathleen Battle, Balé do Teatro Bolshoi, New York City Ballet, Balé do Teatro Mariinsky – Kirov, Ballet da Ópera Nacional de Paris, MOMIX Dance Theatre, Martha Argerich e Nelson Freire, Mstislav Rostropovich, Evgeny Kissin, Lang Lang, Yuja Wang, Itzhak Perlman, Joshua Bell, Yo-Yo Ma, City of Birmingham Symphony Orchestra com Sir Simon Rattle, New York Philharmonic com Kurt Masur, Royal Philharmonic Orchestra, Filarmônica de Viena, Companhia Antonio Gades, Cia Joaquim Cortez, Ballet do Teatro Scala de Milão, Kamasi Washington, Bobby McFerrin, Keith Jarrett, Paco de Lucía e Chick Corea são alguns dos nomes que já se apresentaram no Brasil pelas mãos da Dellarte.
A MIDIORAMA é responsável pela ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO deste evento, não tendo qualquer envolvimento ou responsabilidade sobre a produção, organização, venda de ingressos, agenda ou programação. Qualquer assunto relacionado à venda de ingressos deve ser tratado diretamente com a empresa responsável por sua comercialização.





