A cinebiografia “Michael”, que retrata a trajetória de Michael Jackson, chega aos cinemas em 24 de abril de 2026 cercada de expectativa e uma recepção inicial dividida. Dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson no papel principal, o longa estreou com 32% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em dezenas de avaliações de críticos especializados.
O índice coloca o filme na categoria “Rotten”, classificação usada pela plataforma para produções com recepção majoritariamente negativa. Ainda assim, o consenso crítico não é uniforme e aponta diferentes aspectos positivos e negativos.
Entre os pontos mais elogiados está a atuação de Jaafar Jackson, sobrinho do artista retratado. A performance é frequentemente destacada pela fidelidade física e pela capacidade de reproduzir gestos, expressões e presença de palco do cantor. Para parte da crítica, esse é o principal elemento que sustenta o filme.
Por outro lado, o roteiro é o alvo mais recorrente de críticas. Avaliações indicam que a narrativa opta por uma abordagem considerada superficial, sem aprofundar aspectos mais complexos da vida do artista. Alguns críticos classificam o resultado como seguro e pouco incisivo, especialmente diante das controvérsias que marcaram a trajetória de Michael Jackson.
Esse ponto gera um dos principais debates em torno do filme. Produzido com o apoio do espólio do cantor, o longa evita tratar de forma direta acusações e episódios polêmicos. Para parte da crítica, essa escolha torna a narrativa incompleta. Outros consideram que a decisão segue uma linha previsível em produções autorizadas, focadas na preservação da imagem do artista.
Apesar das críticas ao roteiro, há avaliações mais favoráveis. Alguns veículos destacam que a experiência pode funcionar para o público geral, especialmente fãs, pela recriação de momentos marcantes da carreira. O filme percorre desde os primeiros anos de Michael Jackson no Jackson Five até o auge de sua carreira solo.
Outro elemento central é a trilha sonora, que inclui músicas como “Thriller”, “Billie Jean” e “Beat It”. Essas faixas aparecem como um dos principais atrativos comerciais do longa e ajudam a sustentar o interesse do público, mesmo diante das críticas à narrativa.
A recepção inicial indica um contraste entre crítica e possível desempenho junto ao público. Filmes biográficos musicais frequentemente apresentam esse comportamento, com avaliações especializadas mais rigorosas e maior aceitação entre espectadores.
Com isso, “Michael” se posiciona como um projeto que tende a dividir opiniões. De um lado, há o reconhecimento da performance do protagonista e do apelo musical. De outro, questionamentos sobre a profundidade e a abordagem escolhida para contar a história de um dos artistas mais influentes da música pop.





























