Billie Eilish apresentou seu novo filme-concerto, Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D), produção codirigida pela cantora e pelo cineasta James Cameron. O longa acompanha a turnê do álbum Hit Me Hard and Soft e aposta em uma proposta visual imersiva em 3D, mas mantém o foco principal na performance ao vivo e na relação direta da artista com o público.
O filme é o terceiro registro de shows da cantora, depois de Happier Than Ever: A Love Letter to Los Angeles (2021) e Live at the O2 (2023). Diferente de documentários de bastidores tradicionais, a produção evita mostrar a rotina fora do palco e concentra-se quase exclusivamente nas apresentações e conversas entre Billie e Cameron nos bastidores.
No palco, a artista aparece sem grandes elementos cênicos, apostando em uma estrutura minimalista. O repertório mistura músicas do novo álbum com faixas de discos anteriores, incluindo “Chihiro”, “Lunch”, “Bad Guy”, “Bury A Friend”, “Happier Than Ever” e “Birds of a Feather”. Segundo Billie, a proposta da turnê era criar uma conexão direta entre ela e a plateia, sem dançarinos ou trocas constantes de figurino.
Durante o filme, a cantora comenta que a inspiração para sua presença de palco veio de artistas do rap e do hip hop. Ela afirma que sempre buscou a liberdade de ocupar o palco sozinha, conduzindo toda a energia do show sem depender de grandes produções visuais ou elenco de apoio.
Turnê marca fase sem Finneas ao lado no palco
A produção também mostra um momento de mudança na carreira da artista. A turnê foi a primeira realizada sem a presença constante do irmão e colaborador Finneas O’Connell ao seu lado durante os shows. Em uma das cenas, Billie relembra ter recebido flores e uma carta dele na noite de estreia da turnê em Quebec.
Apesar disso, Finneas faz participações especiais em parte do filme, subindo ao palco para tocar “Lovely”, “Happier Than Ever” e “Birds of a Feather”. A relação entre os irmãos aparece como um dos elementos centrais da narrativa, ainda que o longa mantenha Billie como figura principal em praticamente todas as cenas.
Outro momento destacado mostra a chamada “Puppy Room”, espaço montado nos bastidores para que integrantes da equipe possam interagir com cães de abrigos locais durante a turnê. Billie afirma que o ambiente ajuda a aliviar o desgaste físico e emocional das viagens e apresentações.
Filme mistura bastidores técnicos e apresentações intimistas
Além dos números musicais, o longa revela parte dos mecanismos utilizados na produção do espetáculo, incluindo cenas da cantora sendo lançada de uma estrutura cúbica para o meio da plateia e o processo de gravação em 3D conduzido por Cameron.
O filme também registra situações de bastidores, como o tratamento de uma lesão no tornozelo da cantora e o contato com fãs que aguardavam do lado de fora das arenas. Ainda assim, a produção evita abordar aspectos mais pessoais da vida da artista ou detalhes sobre seu processo de composição.
Entre os momentos mais intimistas do show está a sequência formada por “Your Power”, “Skinny” e “TV”, interpretadas apenas com acompanhamento mais simples e foco na voz da cantora. “What Was I Made For”, canção vencedora do Oscar pelo filme Barbie, também aparece em destaque, com participação intensa do público.
Embora o longa tenha recebido elogios pela performance e pela proposta visual, algumas críticas apontam o excesso de closes da plateia emocionada e de celulares filmando o show, algo que, para parte da imprensa, prejudica a experiência do formato 3D.
Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) reforça a fase mais introspectiva da cantora e apresenta uma versão mais direta de seus shows, centrada principalmente nas músicas e na presença de palco da artista.





