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Olivia Rodrigo rejeita uso de inteligência artificial em suas músicas: “Jamais usaria”


Cantora critica a utilização da tecnologia no processo criativo e revela experiência frustrada com o ChatGPT. Artista acaba de lançar seu terceiro álbum e está em turnê internacional.

A cantora e compositora Olivia Rodrigo deixou clara sua posição sobre o uso de inteligência artificial na criação musical. Em entrevista à revista americana The Hollywood Reporter, a artista de 23 anos afirmou que não pretende incorporar a tecnologia ao seu trabalho, defendendo a participação humana no processo de composição.

“Eu jamais usaria inteligência artificial em nenhuma das minhas músicas. Absolutamente não. Esse é um limite inegociável para mim”, declarou a cantora.

Apesar da posição contrária, Olivia revelou que chegou a fazer uma experiência com o ChatGPT ao lado de seu produtor e colaborador de longa data, Dan Nigro, responsável pela produção de seus três álbuns de estúdio.

“A única vez que chegamos perto disso foi quando Dan e eu pensamos: ‘Meu Deus, que ideias o ChatGPT teria para o título de uma música da Olivia Rodrigo?’. E eram todas absolutamente horríveis”, contou, em tom de humor.

As declarações foram publicadas em um momento de crescente discussão sobre a utilização de ferramentas de inteligência artificial na indústria fonográfica. Plataformas capazes de gerar músicas a partir de comandos escritos têm provocado questionamentos sobre direitos autorais, remuneração de compositores e utilização de gravações existentes para o treinamento de sistemas.

Empresas como a Suno enfrentam disputas judiciais relacionadas ao uso de material protegido por direitos autorais. Enquanto parte dos artistas manifesta preocupação com a reprodução de vozes e estilos musicais sem autorização, outros profissionais defendem a inteligência artificial como mais uma ferramenta de produção, comparando sua chegada à introdução dos sintetizadores e das baterias eletrônicas.

A posição de Olivia Rodrigo acompanha sua valorização do processo tradicional de composição, marcado por letras pessoais e pela colaboração com Dan Nigro, parceria iniciada em seu álbum de estreia, Sour, de 2021.

Novo álbum e turnê internacional

As declarações acontecem poucos meses após o lançamento de You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, terceiro álbum de estúdio da cantora, disponibilizado em 12 de junho de 2026, pela Geffen Records.

O trabalho apresenta 13 faixas e explora diferentes fases dos relacionamentos amorosos, passando pelo entusiasmo de uma nova paixão, pelas inseguranças e pelo fim de uma relação. O álbum também amplia as referências musicais da artista, que ganhou projeção internacional com sucessos como “Drivers License”, “Good 4 U” e “Vampire”.

Entre os lançamentos recentes está “Drop Dead”, primeiro single do disco, divulgado em abril. O videoclipe, dirigido por Petra Collins, foi filmado no Palácio de Versalhes, na França, e apresenta uma produção visual inspirada na intensidade emocional de um novo relacionamento.

Em maio, Olivia lançou “The Cure”, acompanhada de um videoclipe dirigido por Cat Solen e Jaime Gerin. A produção apresenta a cantora em um hospital cenográfico, numa narrativa visual que utiliza a busca por uma cura como metáfora para o sofrimento provocado pelo fim de um relacionamento.

Outro lançamento foi “Stupid Song”, divulgado juntamente com o álbum, em junho. Filmado em Nova York e dirigido por Mitch Ryan, o videoclipe conta com a participação da bailarina Tiler Peck e de integrantes do New York City Ballet e do American Ballet Theatre.

O disco também inclui “What’s Wrong With Me”, colaboração com Robert Smith, vocalista do The Cure, ampliando a aproximação de Olivia com artistas ligados ao rock alternativo. Em agosto, a cantora apresentou ainda a faixa “Serena Joy”, posteriormente disponibilizada nas plataformas digitais.

A nova fase da carreira também é acompanhada pela The Unraveled Tour, iniciada em 25 de setembro, em Hartford, Connecticut, nos Estados Unidos. A turnê reúne músicas do novo álbum e sucessos de Sour (2021) e Guts (2023), com apresentações programadas na América do Norte e na Europa até 2027.

Em agosto, Olivia Rodrigo também realizou na Califórnia a primeira edição do Daisy Chain Fields, festival dedicado à participação feminina na música. O evento contou com artistas de diferentes gerações e estilos, entre elas Chappell Roan, Doechii, Bikini Kill e Garbage, além de apoiar organizações voltadas a mulheres e meninas.

Com uma agenda que inclui novos lançamentos, apresentações internacionais e iniciativas próprias, Olivia Rodrigo mantém sua presença no cenário pop enquanto participa de um dos debates mais importantes da indústria musical atual: o papel da inteligência artificial na criação artística.


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