Uma medida adotada por autoridades chinesas tem afetado negativamente as atividades de celebridades sul-coreanas. Desde o último dia 1º, o Escritório Geral de Radiodifusão e Televisão da China ordenou que as emissoras do país adotassem uma série de normas que proíbem artistas da Coreia do Sul a aparecerem na mídia chinesa e de se apresentarem para públicos maiores de 10 mil pessoas. A informação é do jornal coreano Sports Chosun.
A proibição é uma reação chinesa à decisão da península sul da Coreia em autorizar em seu território um avançado sistema americano antimíssil. Apesar de ainda estar em constante ameaça dos vizinhos do Norte, a Coreia do Sul sempre serviu como uma espécie de intermediadora para as tensões entre a China, que oferece apoio à Coreia do Norte, e os Estados Unidos. As boas relações, no entanto, ficaram estremecidas quando a Coreia do Sul, temerosa com a crescente capacidade nuclear e de mísseis dos vizinhos do norte, decidiu que instalaria o poderoso sistema de defesa contra mísseis, Defesa Aérea Terminal de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês). O governo chinês acusou os sul-coreanos de abalarem a “confiança mútua” que existia entre ambos ao concordarem com a instalação do sistema mesmo com a oposição chinesa.
A decisão de cunho político fez com que a China reagisse diretamente em um dos principais produtos de exportação da Coreia do Sul da atualidade, a hallyu (“onda coreana”, em tradução literal), expressão utilizada para falar sobre o sucesso da música, filmes e novelas sul-coreanos em outros países. De acordo com o Sports Chosun, desde que a medida foi adotada, diversas atividades de artistas coreanos na televisão chinesa foram canceladas. Cenas já gravadas de celebridades coreanas em programas da TV do país tiveram que ser editadas para transmissão.
“Diversas emissoras de TV na China estão tomando medidas para banir ídolos da hallyu de aparecerem em seus programas”, disse uma fonte ligada ao entretenimento chinês ao Sports Chosun. “Contratos com celebridades coreanas estão sendo cancelados”, contou.
Apesar de a notícia estar sendo amplamente discutida na Coreia do Sul, visto que a China é um dos maiores mercados do k-pop, ainda não houve confirmação oficial do governo chinês sobre o assunto e eventos estão sendo cancelados sem maiores explicações.
Um dos eventos cancelados aconteceria nesta semana com o astro Kim Woobin e a cantora e atriz Suzy, que protagonizam atualmente o drama “Hamburo Aeteuthage” (“Paixão Incontrolável”, em tradução livre). O encontro com os ídolos foi cancelado poucos dias antes da data marcada para sua realização. “O evento foi adiado por motivos de força maior. Não recebemos qualquer explicação ou informação da empresa chinesa responsável por sua organização”, disse a Sidus HQ, empresa que gerencia a carreira de Woobin.
Situação semelhante aconteceu com o evento agendado para divulgar o primeiro filme do astro Lee Junki na China. Shows e apresentações na TV com grupos como Snuper e Wassup também foram cancelados, também por motivos de “força maior”, segundo anúncios oficiais. O cantor Sungjoo, do grupo UNIQ, estava escalado e já havia iniciado as gravações para participar da versão chinesa do drama coreano “Geunyeoneun Yeppeodda” (“Ela Era Linda”, em tradução livre), teve de ser substituído às pressas pelo chinês ator Zhang Bin Bin.
Apesar de todos os cancelamentos, parte da imprensa chinesa divulgou que o boicote às celebridades coreanas não passa de um rumor. O Beijing Youth Daily, jornal oficial da Liga da Juventude Comunista da China, negou todas as informações sobre a restrição, enquanto o South China Morning Post de Hong Kong anunciou que o governo chinês deu ordens para limitar a aparição de artistas sul-coreanos e que não há garantias que futuras aparições serão permitidas.
Por ShaKin’ Pop





























