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Deathgasm – Um filme recente que retorna à raiz do combo horror e metal


Fim de ano chegando e em vez da montanhas de filmes natalinos que passam em praticamente todos os canais, aposte em um misto de comédia, rock e horror que vai ser um passatempo bem legal pra esses dias com a família (se eles forem adultos, claro)

A escolha da vez é um filme recente que promete resgatar um hábito antigo: sangue, mortes e rock. “Deathgasm” é um filme de 2015, sendo o primeiro de seu diretor Jason Lei Howden, que trabalhou no departamento de efeitos especiais de “Os Vingadores” e com o famoso Peter Jackson, em dois filmes da franquia O Hobbit. Nessa obra, ele demonstra sua paixão pelo horror dos anos 80 e rock pesado. A trilha sonora traz bandas como: Emperor, Midnight, Nunslaughter, etc. O filme se encarrega de zoar até mesmo o heavy metal!

Brodie (Milo Cawthorne) é um headbanger (famoso metaleiro) desajustado, que acaba indo morar com o tio e sua família cristã, numa pequena cidadezinha do interior da Nova Zelândia.  Invisível, apenas deixando os dias passarem em vez de viver e sofrendo bullying na escola, principalmente do próprio primo com quem mora. O protagonista passa seu tempo jogando RPG com os nerds Dion (Sam Berkley) e Giles (Daniel Cresswell). Além de ter um crush por Medina (Kimberley Crossman), que desgraçadamente é a namoradinha de seu primo (quando você acha que não pode piorar…).

A vida de Brodie muda drasticamente quando, na loja de discos da cidade, ele conhece Zakk (James Blake), um headbanger (o nome é mais conhecido pelo sinônimo “metaleiro”). Como é clichê, surge a vontade de formar uma banda, mas eles são os únicos metaleiros da cidade e acabam completando com os nerds Dion e Giles. Num belo dia, Zakk e Brodie resolvem invadir a casa de Rikk Daggers (Stephen Ure), ex-vocalista de uma cultuada banda, que aparentemente desapareceu. Numa referência do filme, Daggers, ao se deparar com os dois fãs, pergunta como o encontraram, Zakk então mostra a fonte com o endereço: um antigo fanzine com uma matéria sobre o vocalista! Gente, fanzine é soooooooooooo old!! O problema é que existem forças ocultas atrás do roqueiro e de algumas formas que eu espero mesmo que você descubra vendo o filme, os garotos estão envolvidos em problemas com um demônio, partitura em latim e muito sangue. O filme então se mostra uma loucura de podreira e gore, com tripas aparecendo, jatos de sangue através de vômitos e ‘believe it or not’, castração! Os garotos invisíveis precisam agora nos salvar de tudo isso.

Olha, eu não prometo muito pra esse filme não, porque tem umas piadas ruins e umas referências que só os metaleiros vão pegar, mas achei um passatempo mara! Além disso, o diretor ainda deu uma declaração que pode fazer a galera que não curte rock repensar sobre os conceitos sobre os fãs do mesmo:

“Metalheads podem ser muito mal interpretados, as vezes como valentões ou algum tipo de doidão, então queríamos que os metalheads tivessem algo mais a que serem acusados e o público geral sacasse um pouco mais da cultura metal.”

A trilha também apresenta uns sons da Nova Zelândia, que é de onde o diretor é. Adorei conhecer esse trabalho! Se liga aí e assiste o filme também, porque tanto a trilha quanto ele completo estão disponíveis no YouTube!

Um beijo e muito amor pra vocês nesse fim de ano e sempre!

Texto por Victória Cardoso, revisão Paula Alecio, da Imprensa do Rock


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