Segundo a MTV, a Forbes e os leitores do Idolator, Britney Spears tem o álbum mais aguardado de 2016. Como já diria Mariah e Katy, um arco-íris sempre aparece depois de uma tempestade/terremoto; nos dias póstumos de “Britney Jean” o futuro parece bem melhor, talvez até mesmo nos parâmetros de “In The Zone” em níveis de esperança. Ainda em Vegas, a residência que parecia uma grande vilã com a expansão até 2017, agora parece um bom palco para mais um recomeço.
A “Piece Of Me” começou com desconfiança em 2013, recebeu descrédito por críticos e fãs de internet, pois era uma prática adotada apenas por artistas que já tinham passado por seus áureos anos, que agora procuravam apenas dinheiro e conforto. O show começou morno, é verdade. Os figurinos não eram exatamente luxuosos e as coreografias não pareciam satisfazer a opinião geral. Agora, no final do primeiro contrato, Britney largou as perucas baratas, evoluiu muito na dança, encheu os olhos do público com sua velha presença de palco e arranjou umas boas lingeries à la “Onyx Hotel”. Las Vegas não é mais vista como a cidade da decadência, já que Britney atraiu público jovem para a cidade e parece ter iniciado uma tendência de residências de artistas contemporâneos. O show passará por uma reformulação e deve voltar em fevereiro repaginado para os próximos dois anos; com este fôlego aí!
O que deu errado no “Britney Jean”? Tudo. Não fosse por três ou quatro faixas, o registro deveria ter sido inteiramente descartado. Apesar do marketing “álbum mais pessoal da carreira”, Britney não estava próxima de nada e isto é visível. Atarefada com o início da residência, a responsabilidade de todo material ficou nas mãos de Will.i.am, com quem havia colaborado no megahit “Scream and Shout” e “Big Fat Bass”, do ótimo “Femme Fatale”. O produtor executivo do ‘BJ’ é conhecido por acertar em cheio (“3 Words”) ou destruir completamente um álbum e, neste caso, a segunda opção confirmou-se. Parece um amontoado de músicas rejeitadas de eras anteriores, que Will.i.am reciclou de maneira displicente e apressada. Ainda houve problemas com a divulgação do material que foi praticamente inexistente, além da polêmica com o clipe de “Perfume”, dirigido por Joseph Kahn; o roteiro teria sido aprovado pela equipe de Britney e em seguida, rejeitado.
Apesar dos inúmeros problemas, “Work Bitch”, lead single do último álbum de Spears, é uma das músicas mais populares dentre fãs e público em geral. A expressão é comumente utilizada nas redes sociais e a faixa tornou-se um clássico instantâneo, apesar dos números de vendas não confirmarem esta afirmação. Não foi tão executada nas rádios por ser eletrônica demais para a tendência radio-friendly. A faixa é certamente o lado positivo do desastre e ganhou um dos clipes mais bonitos da sua famosa videografia.
Para tentar apagar a má impressão de seu último álbum, a equipe resolveu lançar singles avulsos. Iggy Azalea estourou com a faixa “Fancy” e seu álbum de estreia The New Classic atraiu a atenção do mundo todo. Britney a escolheu para a canção “Pretty Girls”, que é de responsabilidade da girlband britânica Little Mix. A música não estava no patamar da grande popstar que é, mas não deixa de ser divertida. O vídeo é bobinho, colorido e tem bons momentos, mas também ficou abaixo da expectativa do mercado. Sem dizer que Iggy Azalea iniciava a fase de rejeição do público e durante a promoção do single, foi vencida pela língua… ou melhor, pelos dedos. Falou demais, twittou demais. O público não amava Iggy no momento em que “Pretty Girls” saiu. Bad bad timing. Com mais este fracasso, a estratégia de singles sem álbum foi interrompida e Britney foi vista em estúdio diversas vezes desde então.
Sabemos quase nada deste nono registro. Ouvimos do DJ Mustard que sua colaboração com a Princesa do Pop é explosiva. Lemos em fóruns de “fontes confiáveis” que a divulgação do novo material existirá desta vez e que Britney está consciente da reação do público quanto aos seus últimos lançamentos. E que isto a deixou competitiva e no controle. A espera começou.
Sem rejeição de terceiros, Britney tem todas as chances de inaugurar uma nova e positiva fase a partir de 2016. Mostrou-se uma performer como há muito não víamos, foi vista indo a estúdios de gravação por aproximadamente um ano e, apesar das críticas repetidas desde 1999, sua voz é única e importante para a cultura pop, mesmo que não seja mostrada ao vivo há anos. Afinal, o que você espera de Britney Spears? Quando ela quis ser profunda e vocal em “Perfume” ninguém prestou atenção, mesmo com créditos para a supervalorizada Sia Furler. Você quer um corpão? Ela tem. Você quer dançar e se acabar cantando seus refrões chicletes? Prepare-se então, pois talvez você ouça algo dela nos próximos dias. Ou meses. Quem sabe!? A Deserto Tour recomeçará em breve e, desta vez, a história deverá ser diferente.
Por Pop Chiclete





























