“HISTÓRIAS ARRISCADAS COM HENRY WINKLER”
Com humor, nostalgia e um olhar surpreendente sobre a imprudência que definiu diferentes gerações, Henry Winkler conduz esta série de oito episódios que revela como o cotidiano era marcado por produtos arriscados, entretenimento extremo e práticas inimagináveis hoje em dia, reconstruídas com a ajuda de especialistas, arquivos inéditos e anedotas tão chocantes quanto fascinantes
O HISTORY Channel estreia “HISTÓRIAS ARRISCADAS COM HENRY WINKLER”, uma série documental produzida e apresentada pelo ator vencedor do Emmy, Henry Winkler (“Barry”, “Happy Days”e produtor da série McGuyver). Esta produção explora, de forma bem-humorada e inspiradora, como a humanidade progrediu por meio de atividades, práticas e produtos que colocavam vidas em risco diariamente. A série, dinâmica e nostálgica, em oito episódios, leva os telespectadores a uma jornada eletrizante do século XIX ao XXI, revelando os passatempos e costumes mais ousados, impensáveis hoje em dia, mas que outrora faziam parte do cotidiano em todo o mundo.
Em cada episódio de uma hora, Henry Winkler mergulha nas atividades não supervisionadas — e muitas vezes perigosas — do passado, revelando coisas que as pessoas faziam por diversão, dinheiro ou até mesmo por tédio, que seriam difíceis de imaginar hoje em dia. Esses eventos e produtos variam desde médicos que prescreviam cigarros e refrigerantes com cocaína e lítio, até brinquedos científicos contendo urânio de verdade, heroína vendida sem receita como xarope para tosse e tônicos radioativos comercializados como bebidas energéticas, passando por parques de diversões com brinquedos projetados sem controles de segurança, eletrodomésticos que poderiam envenenar uma família inteira e shows em que acrobatas e pilotos desafiavam a morte sem qualquer proteção. A jornada também revisita os primeiros anos da aviação comercial, quando era permitido fumar a bordo e as companhias aéreas até ofereciam cigarros aos passageiros. Soma-se a isso o coquetel explosivo de cafeína e álcool que se tornou sinônimo de “apagão em lata”, juntamente com esportes e profissões de alto risco, todos exemplos de produtos e práticas que foram comuns por décadas.
E mais uma vez tivemos a honra, sim uma honra, de um site que fala sobre Heavy Metal no Brasil ter a oportunidade insana, de conversar, entrevistando grandes nomes de Hollywood falando sobre entretenimento, arte e cultura, e sendo o History Channel um dos grandes parceiros do Site.
TRANSCRIÇÃO DO EVENTO “HISTÓRIAS ARRISCADAS COM HENRY WINKLER” – Melhores Momentos
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) E agora vamos conversar com Henry. Henry, você consegue me ouvir?
Henry Winkler – ) Sim, consigo te ouvir. Você consegue me ouvir?
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Sim, perfeitamente. Oi, Henry, como vai? Como está o seu dia hoje?
Henry Winkler – ) Estou muito feliz por estar aqui.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Bom, com você, é sempre um dia feliz, não é?
Henry Winkler – ) Principalmente quando falamos sobre este programa. É um exemplo de perseverança.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Com certeza.
Henry Winkler – ) Entramos no ar em um domingo às 22h e fizemos apenas oito episódios. E de repente começou a fazer tanto sucesso que o History Channel nos mudou para as 21h, que é realmente o horário nobre. E então nos tornamos o quinto programa mais assistido da televisão em uma noite de domingo. E em cerca de um mês, começarei a filmar um novo bloco. Desta vez, em vez de oito, nos deram 30 episódios. Então, quero dizer que estou muito, muito feliz. Quando vocês assistiram às filmagens — e estou falando com todos vocês — não foi interessante? Não é uma informação incrível? E também é engraçado.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Não é apenas engraçado e interessante. É estranho e viciante. Porque não conseguimos acreditar que éramos capazes de fazer essas coisas naquela época. O que estávamos pensando?
Henry Winkler – ) Mas sabe de uma coisa? Essa é a humanidade desde o início dos tempos. Algumas pessoas descobriram como fazer fogo, e outras descobriram como fazer pólvora. Então, desde o princípio, somos um bando de gente bem maluca na Terra.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Com certeza. Mas conte-nos mais sobre a série. Você já fez alguma coisa — e nós sabemos muito sobre você — que tenha sido tão arriscada, tão louca e tão real na sua cabeça quanto o que vemos na série?
Henry Winkler – ) Eu nunca achei que fazer essa série fosse arriscado. Nunca senti que estava fazendo nada fora do comum. Eu só pensava que esse material tinha uma conexão profunda comigo. E eu nem sabia quantas histórias iríamos contar com essa série. E cada uma delas foi incrível, impressionante. Como aquela garotinha presa às asas de um biplano dançando Charleston no ar.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) É, todas essas histórias são incríveis, mas são reais. E essa é a pior parte: elas são reais.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Impressionante. Agora, com licença, por favor, aproximem-se um pouco do microfone, pois vamos passar para a rodada de perguntas com nossos colegas jornalistas da Colômbia, México, Brasil, Argentina e outros países da América Latina.
Henry Winkler – ) Obrigado. Bem, vou começar com a última pergunta. Completei 80 anos no dia 30 de outubro. E sou profundamente grato — do fundo do meu coração — por estar aqui na Terra, por ter uma família maravilhosa. Somos 15 no total. E por ainda estar aqui, sentado à mesa. Não quero me aposentar. Não estou pensando em me aposentar. E sabe de uma coisa? Acho que isso nos mantém jovens. Nos força a usar o cérebro, a sermos fortes mental e fisicamente. E eu gosto disso. Estou me divertindo muito.
Henry Winkler – ) Vejam, hoje estou conhecendo todos vocês, infelizmente através de uma tela, mas estamos nos conhecendo. E, em primeiro lugar, não sei se existe algum jornalista americano que comece uma entrevista dizendo: “Parabéns pelo seu novo projeto”.
Henry Winkler – ) Em segundo lugar: fico surpreso com as pessoas — pelo menos no Hemisfério Ocidental, talvez no mundo todo — porque o dinheiro parece ser o fator motivador, mais do que a população. Então, não acho que a segurança tenha sido uma preocupação. Eles só pensavam: “Vamos ver se esse produto vai dar certo”. Até perceberem que era uma loucura.
Henry Winkler – ) Havia uma mistura que uma mulher criou em um frasquinho porque os bebês não dormiam. E quando tomavam essa mistura, dormiam como anjos. Só que, depois de um tempo, ficavam viciados em morfina.
Henry Winkler – )Sabe de uma coisa? Não acredito. É tão difícil fazer um programa de TV, escrever o roteiro, passar por todo o processo com a emissora… É como tentar passar um camelo pelo buraco de uma agulha. Então, já me surpreende que alguém tenha conseguido colocar um programa no ar. E se as pessoas assistem, assistem. Se não, não assistem. Por exemplo, agora mesmo, nas noites de domingo aqui no Paramount Channel, está passando Landman, de Taylor Sheridan. Eu mal posso esperar de um domingo para o outro. Eu adoro esse programa. E aí tem outros que você olha e pensa: “Tanto faz”, e simplesmente segue em frente.
Henry Winkler – ) Certo. O primeiro é que você podia mandar seu filho pelo correio. Se você morasse a menos de 80 quilômetros, podia mandar seu filho para a casa dos avós. Isso é loucura.
Henry Winkler – ) O homem que construiu uma cidade falsa no Texas: colocou trilhos de trem, pegou locomotivas antigas e as jogou umas contra as outras em alta velocidade até explodirem. Ele achou que seria um ótimo entretenimento. Achou que talvez alguém aparecesse. Vinte mil pessoas apareceram. Algumas morreram atingidas por estilhaços de metal. Outras ficaram feridas. Ninguém fugiu. Todos correram em direção aos destroços para pegar uma lembrança. E ele fez isso por anos.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Então, qual seria a história que estamos vivendo hoje que poderia fazer parte de uma nova versão da série?
Henry Winkler – )Não posso dizer. O ser humano que está governando este país.
PERGUNTA – Marcos Almeida (Ilha do Metal, Brasil): Olá a todos. Olá, Sr. Winkler, é um prazer conhecê-lo. É uma honra tê-lo aqui no Brasil. Seja bem-vindo ao Brasil, antes de mais nada, e esperamos que um dia o senhor possa nos visitar.
Henry Winkler – )Minha esposa esteve no Brasil. Eu não tive a oportunidade. Estava trabalhando e não pude fazer essa viagem. Mas preciso dizer uma coisa – e não quero ser desrespeitoso – eu não conseguiria andar na praia. Todos aqueles trajes de banho me deixariam louco.
Marcos Almeida (Ilha do Metal, Brasil):Parabéns pelo novo projeto. E minha pergunta é: o programa apresenta produtos comerciais perigosos. De todos os episódios que você filmou, qual produto comercial mais o surpreendeu por não funcionar como deveria?
Henry Winkler – )Bem, não tenho certeza se entendi a pergunta. Um comercial? Eu faço comerciais.
Marcos Almeida (Ilha do Metal, Brasil):Não, como um produto. Tipo um produto da 7Up, Pepsi ou Coca-Cola.
Henry Winkler – ) Ah, entendi. Veja bem, nós fabricamos produtos — e tenho certeza de que isso não acontece só nos Estados Unidos — mas aqui nos Estados Unidos, fabricamos produtos que vendem, em vez de produtos que sejam saudáveis. Eu conhecia a Coca-Cola. Não conhecia o 7Up. E também, aqui, costumavam vender heroína para aliviar dores de cabeça. Às vezes, simplesmente não pensavam nas consequências. E mesmo hoje, não refletimos completamente sobre o que estamos fazendo.
Henry Winkler – )Quando você interpreta um personagem, precisa absorver todas as informações do roteiro: o que o roteirista diz, o que outros personagens dizem sobre você, o que você sente, o que sua imaginação dita, o que o diretor quer, o que o produtor quer. Você precisa juntar todas essas peças, como um quebra-cabeça, até criar um ser humano com o qual a maioria das pessoas possa se identificar. Quando faço o programa do History Channel, “Hazardous History”, preciso ter muito, muito cuidado para apresentar os fatos exatamente como são, a fim de me comunicar claramente com o público.
Henry Winkler – ) Bem, vou dizer onde eu acho que está o maior problema de segurança hoje em dia. O maior problema é que, de certa forma, condicionamos nossos filhos a serem viciados em telas. E nessas telas, sem que os pais sequer saibam, eles podem se meter em situações extremamente perigosas. Eu também acho que isso diminui a capacidade deles de socializar. Deixa eu te contar uma coisa: ontem à noite, no avião de volta para Los Angeles, havia dois amigos, eu diria que com uns 16 anos, sentados um ao lado do outro. Eu os vi no aeroporto também. Eles não trocaram uma palavra sequer. Estavam completamente absortos em suas telas. E eu acho isso perigoso e triste.
Henry Winkler – ) Acho que, em geral, essa é a razão pela qual estudei tanto. Tenho um mestrado pela Universidade de Yale, pela escola de teatro, justamente para poder fazer o que surgisse no meu caminho, para estar preparado para qualquer coisa que me fosse oferecida. Quando olho para trás e vejo todas as experiências que tive — algumas maravilhosas, outras nem tanto — fico impressionado. Mas amo cada uma delas como se fossem meus netos, como se fossem meus filhos.
Henry Winkler – ) Não tenho uma favorita, porque cada uma me impulsionou para frente. E sou profundamente grato — vou repetir — por ainda estar fazendo isso hoje, agora, em 2026.
Henry Winkler – )Acho que a pergunta já contém a resposta. Acho muito divertido ouvir essas histórias. É muito divertido ver o que os seres humanos pensavam que seria um grande salto em frente e, então, aprender com isso o que não fazer. Em Massachusetts, eles estavam fazendo chapéus e usando um produto químico para moldar o feltro. E a razão pela qual existe a expressão “Chapeleiro Maluco” é porque os chapeleiros estavam literalmente enlouquecendo por causa dos produtos químicos que usavam. Foi assim que nasceu a ideia do “Chapeleiro Maluco”.
Henry Winkler – ) Sabe de uma coisa? Provavelmente é verdade. É um milagre termos sobrevivido. É mesmo. Para tantas coisas… até mesmo entrar no carro todos os dias é um risco. E, no entanto, aqui estamos. Somos tão frágeis por dentro e tão frágeis por fora. Esta camada de pele é tudo o que nos impede de nos chocarmos contra uma parede, e ainda assim somos fortes o suficiente para estarmos todos aqui juntos na tela. Sobrevivemos e, com sorte, continuaremos a sobreviver por muitos anos. Antes de terminar, quero dizer algo: adoro as suas perguntas e adoro ver os seus rostos. Adoro conhecer vocês e espero que um dia possamos nos encontrar pessoalmente. Estou falando sério: dou entrevistas há 50 anos e, às vezes, vocês se surpreenderiam. Tenho certeza que você sabe disso: existem alguns entrevistadores realmente ruins por aí. Eles não sabem quem eu sou, não sabem do que estão falando, fazem as perguntas menos interessantes. E esta entrevista foi maravilhosa. Não estou exagerando. Muito obrigado.
CESAR SABROSO HISTORY CHANNEL – ) Muito obrigado por tudo, Henry. Poderíamos passar horas e dias conversando com você. E, sem dúvida, muitos outros dias felizes nos aguardam com a sua segunda temporada já confirmada no History Channel. Muito obrigado, e nos encontraremos novamente.
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