Em um momento em que o cenário da música eletrônica vem crescendo bastante no Brasil, quem fica na linha de frente disso tudo é o Make U Sweat, trio de Djs formado por Pedro Almeida, Dudu Linhares e Guga Guizelini.
A marca registrada do MUS é a energia e irreverência na pista, que conquistou o público, fez o grupo se consolidar e estar presente nos principais clubes, festas e festivais que acontecem no Brasil. Tocando juntos há apenas 4 anos, Pedro, Dudu e Guga já apresentaram o MUS em festas como a Red Bull F1, Reveillon e Carnaval em Punta Del Este no Uruguai, Playboy Party, Festa do Polo, Festa do Patrão, Carnaval do Rio de Janeiro, Camarote de Salvador, Provocateur, SET Club, Pink Elephant, P.12, Café de La Musique, Anzu, Green Valley, Gramado, e muitos outros.
O projeto do grupo vem crescendo cada vez mais. Atualmente o trio está viajando pelo país para divulgação do seu primeiro single “Truth Or Dare”, que tem parceria com a cantora britânica Anna de Ferran. A música já passa das 200 mil visualizações no Vevo e 20 mil plays no Spotify. E você pode ouvir ela clicando aqui!
Além disso, o MUS foi um dos DJs escolhidos para produzir o remix comemorativo do grande sucesso de 2016 “Watch Me (Whip / Nae Nae)”, do rapper Silentó, após a visita do americano ao Brasil. Esta parceria já tem mais de 12 mil visualizações no YouTube, se tornando o remix nacional mais bem sucedido até o momento!
Make U Sweat é o mais novo nome da música eletrônica nacional. Em meio a uma agenda lotada de shows, o trio disponibilizou uma maratona de entrevistas feitas no escritório da Universal Music em São Paulo, para se aproximar ainda mais dos fãs e da imprensa nacional.
Conversamos com o Guga:
Vocês já se conheciam antes de tocarem juntos, mas cada um com seu próprio negócio. Como foi o começo e a adaptação de quem costumava tocar sozinho pra fazer parte de um trio?
Vamos lá, eu e o Dudu, a gente já se conhecia de longa data e a gente sempre falava de fazer uma coisa junto. ‘Vamos fazer uma dupla! Vamos nos juntar!’ mas o negócio nunca andava. Eu tinha minhas coisas e ele as dele. Ele era dono de uma casa noturna e eu de uma agência. Um belo dia foi aniversário do Pedrinho, o Dudu já o conhecia, e ele ia tocar no D-Edge. Nessa época o Pedrinho trabalhava com publicidade além de ser residente de uma boate que eu era sócio. Eu e o Dudu fomos lá curtir, prestigiar o Pedro, e ele tava lá curtindo, tava arrebentando. Eu e o Dudu olhamos pra cara um do outro e eu falei, ‘Dudu, aquela dupla que a gente tanto fala não é uma dupla. É um trio!’. Eu e o Dudu acertamos tudo ali enquanto ele tocava. Inclusive o nome! E quando o Pedrinho desceu a gente simplesmente comunicou a ele e, inclusive, o nome Make U Sweat veio dessa noite porque estava bem quente. Eu olhei pra cara do Dudu e ele estava pingando, eu estava suando horrores e o Pedrinho estava ensopado! Daí veio o nome MAKE U SWEAT. Com relação aos três tocarem juntos, antes de tocar nos eventos maiores, a gente começou a tocar em eventos menores e foi se ajustando. Óbvio que cada um tem características pessoais que joga no meio do set. A gente colocou tudo isso dentro de um grande caldeirão pra unir, respeitando as individualidades de cada um, e hoje eu posso dizer que tenho muito mais prazer em tocar com o Make U Sweat do que sozinho, muito mais.
E qual é essa motivação que faz vocês subirem no palco?
Você subir no palco, olhar pro público e ver que eles estão gostando do que você tá fazendo. A sensação é indescritível! A motivação é muito essa, subir, entregar um bom trabalho tanto pro contratante mas principalmente pro público que tá ali embaixo, que tá te vendo, vibrando e mandando de volta toda aquela alegria que a gente procura passar também pra eles. É essa troca com a galera que nos motiva.
Quais são as maiores inspirações do MUS?
Posso falar pelo grupo: os três tem lá atrás bastante influência de rock, Rolling Stones… todas essas bandas que fizeram nossa juventude e, claro, sempre tivemos muita influência da música eletrônica. Não dá pra deixar de citar os grandes nomes da música eletrônica mainstream como Calvin Harris, que mudou a história inteira, o próprio Guetta… Sweadish House Mafia, que na verdade foram um dos primeiros que tiveram essa história de um trio, cada um com sua influência e se apresentando junto, isso é muito marcante! E é obvio que é um pouco de inspiração pra gente. Mas a gente procura estar sempre de ouvidos abertos pra assimilar e incorporar muita coisa nova no nosso trabalho.
Uma história inesquecível para os três nesses quatro anos de Make U Sweat…
Haha, pera aí… Tem bastante! A primeira vez que tocamos pra um público grande que foi em Campo Grande, nenhum de nós tinha feito ainda… A sensação foi incrível! Mas cara, tem muita história… De quando a gente terminou de tocar, foi pra outra festa… de coisa antes, é muita história, não tem como pensar em uma só simples. O nome da nossa turnê é Puta Farra! Mas a grande historia é o que acontece nesse período todo de que a gente tá junto.
Guga, a pergunta que não quer calar: Por que o cocar? Tem alguma história por trás?
Ah… Tem uma história sim do cocar! Começou em Trancoso. Eu tenho uma agência e a gente tinha uma festa marcada lá com muitos convites vendidos e, do nada, começou a chover torrencialmente. Mas muita chuva! E a festa inteira seria a céu aberto. Ninguém sabia o que fazer. Aí passou um índio na praia (tem bastante em Trancoso) e eu chamei o índio pra se proteger da chuva. Ele tava com um cocar, uma saia e um monte de coisa pra vender. Eu comprei uma saia dele, um cocar e os colares. Fui pra casa e falei pra todo mundo, “Se parar de chover, eu vou de índio pra festa, de sunga, com a saia, com o cocar e os colares, batom, lápis, tudo”. E enfim, parou de chover! Eu fui de índio! E a história do cocar ficou! Uns três meses depois eu ganhei um cocar mais parecido com os que eu uso hoje em dia e desde então ficou como minha marca registrada e marca registrada também do MUS.
Claro! É a sua marca é o cocar! Mas o Pedro e o Dudu também tem alguma?
Bom, o Pedro falou que ele tem uma cueca que ele usa pra shows especiais. Uma tal de cueca cinza que eu mesmo nunca vi. E o Dudu é mais relaxadão, acho que ele não tem grandes superstições não.
Qual é o maior sonho do MUS?
A gente está no meio do caminho ainda. Já fizemos bastante coisa, mas tanto esperamos quanto sabemos que tem muita coisa ainda. É claro que esperamos estar em todos os países, ter uma visibilidade global faz parte do sonho. Mas da forma com que as coisas andam, os três tem um mesmo sonho: fazer essa história durar pelo máximo de tempo possível!
“Truth Or Dare” é o primeiro single de vocês. Qual era a expectativa?
Foi uma barreira interna que a gente quebrou. A gente sentou todo mundo e falou, ‘Olha, agora é inevitável, a gente precisa ter um material autoral’. E o “Truth or Dare” é uma música que nós três vamos eternamente ter um carinho enorme: pela forma como foi feita, pela participação da Anna De Ferran que é uma cantora inglesa, que dentro do Brasil a gente teve muita sinergia na produção da música. O fato da música estar correspondendo bem é hiper gratificante! Ligar o rádio e ouvir a própria musica é uma sensação incrível.
Tem alguma música ou remix preferido no momento?
A “Watch Me” do Silentó… A gente pegou essa música por solicitação da gravadora num momento antes dela bombar aqui no Brasil e ela se tornou uma marca registrada do nosso set. A gente acha que ficou muito bom o remix. O próprio Silentó, quando veio aqui na gravadora pra gente conhecer ele, perguntou: ‘Vocês são o Make U Sweat?’. E ele sabia, conhecia a gente, conhecia a música de cabo a rabo e dançava de acordo com os instrumentos! Essa foi a sensação… Eu falei, ‘É, tamo no caminho certo’. O remix de “Watch Me” ficou muito bom.
O que esperar do Make U Sweat em 2016?
A gente tem pelo menos de uns três ou quatro singles saindo do forno e a grande maioria deles com participação nacional! Tem a nossa primeira turnê na Europa: já confirmamos Grécia, Espanha, Portugal… Tem muita coisa por vir… Muita farra! E algumas coisas ainda pra tirar da cartola.
As próximas apresentações do MUS são:
16/04 – Café de La Musique On Tour Campinas/SP – Surreal/Brasília
21/04 – Evento/Brasília
22/04 – Mix Forever – Fortaleza/CE
30/04 – Delirium – São Paulo/SP
07/05 – Araçatuba/SP
13/05 – Pink Elephant – Teresina/PI
21/05 – Mitiê Party – Salvador/BA
26/05 – Vila di Phoenix – Campos do Jordão/SP
28/05 – White Party Palmas/TO
Por Rebeca Dantas






























