Após celebrarmos a vida e obra de David Bowie na última sexta (8), quando completou 69 anos e lançou o aguardado álbum Blackstar, hoje despertamos com a triste notícia de sua morte. Em comunicado oficial na fan page do artista, é informado que Bowie lutava há 18 meses contra um câncer. A repercussão de sua morte compartilha sentimentos de pesar, mas, especialmente, os de agradecimento por instigar e influenciar gerações de artistas.
Major Tom, Ziggy Stardust, Aladdin Sane e tantas personas que Bowie idealizou para expressar seu olhar sobre o mundo que está aí, mas também para criar novas perspectivas, ajudaram a criar o mito. Apesar de ter declarado, em entrevistas, que não se considerava um rockstar, o camaleão influenciou o gênero na estética visual e sonora.
Por outro lado, rotular sua obra era, no mínimo, imprudente, pois não havia graça em se prender às barreiras de um único gênero. Bowie flertou com a soul music norte-americana, com o eletrônico do Kraftwerk, com a música pop. Foi cult e massivo, e depois recluso, alimentando esperanças de uma turnê, o que infelizmente não se concretizou.
Seu último trabalho mostrou que Bowie ainda estava afiado. Os vídeos de “Blackstar” e “Lazarus” são reflexos da mente prolífica e inquieta, que guiou toda a sua trajetória e, ainda hoje, em que tudo parece ser vanguarda, ele conseguiu se manter a frente do seu tempo, com a classe de sempre. Será fácil cair na tentação de encarar Blackstar como uma espécie de réquiem, mas celebremos o seu legado, que continuará a inspirar e fascinar os entusiastas da música mundo afora. Descanse em paz.
por Tatiana Vargas, da ZIMEL





























