As Pussycat Dolls anunciaram oficialmente seu retorno no dia 12 de março de 2026, encerrando um período de incerteza que vinha desde a tentativa frustrada de reunião iniciada em 2019. O comeback agora acontece com Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt, que retomam o projeto em formato de trio, lançam o single inédito “Club Song” e confirmam a turnê “PCD Forever Tour”, prevista para começar em 5 de junho, em Palm Desert, Califórnia, e terminar em 13 de outubro, em Londres.
O retorno tem como eixo principal a comemoração dos 20 anos de “PCD”, álbum de estreia lançado em 2005 e responsável por consolidar o grupo no pop da década passada. Além da nova faixa, a volta inclui relançamentos do catálogo: “PCD” ganhará nova edição e “Doll Domination”, de 2008, será lançado em vinil pela primeira vez, segundo os anúncios divulgados nesta semana.
A nova música, “Club Song”, é o primeiro lançamento inédito do grupo desde “React”, de 2019, faixa que havia marcado a tentativa anterior de retorno. Na prática, o novo single funciona como uma espécie de reinício formal: ele recoloca o nome das Pussycat Dolls em circulação ao mesmo tempo em que prepara o terreno para a turnê e para a reativação comercial da marca do grupo. A estratégia lembra um relançamento de produto acompanhado de campanha global: primeiro vem o anúncio, depois o single, e em seguida a agenda de shows para sustentar a nova fase.
O anúncio também deixa claro que esta reunião não reproduz integralmente a formação que havia sido apresentada ao público no retorno de 2019. Desta vez, o grupo seguirá apenas com Scherzinger, Wyatt e Roberts. Nomes associados a fases anteriores, como Carmit Bachar, Jessica Sutta e Melody Thornton, não aparecem na nova configuração divulgada para 2026.
A dimensão da turnê reforça que o projeto não está sendo tratado como uma participação pontual ou nostálgica. Segundo os anúncios publicados por organizadores de shows e veículos especializados, a “PCD Forever Tour” terá 53 datas entre América do Norte e Europa. Em parte dos shows, o roteiro prevê participações de Lil’ Kim e Mya, nomes que também remetem ao pop e ao R&B dos anos 2000. Até 16 de março de 2026, não havia datas anunciadas para a América do Sul.
Esse retorno ganha mais peso porque acontece depois de um período longo de paralisação e disputa. A tentativa anterior de reunião foi interrompida por dois fatores centrais: primeiro, o impacto da pandemia sobre os planos de turnê; depois, o conflito jurídico entre Nicole Scherzinger e Robin Antin, criadora do grupo. O litígio envolvia desacordos sobre participação societária, controle criativo e os termos da retomada. Em outubro de 2025, as partes formalizaram um acordo confidencial para encerrar o caso, o que abriu caminho para a reorganização do projeto e para o anúncio deste novo ciclo.
A volta das Pussycat Dolls também se apoia em um contexto favorável para Nicole Scherzinger, que vinha concentrada em sua carreira no teatro musical e ampliou sua visibilidade nos últimos anos. Esse capital de imagem ajuda a explicar por que a retomada do grupo, agora mais enxuto, surge com potencial de reposicionamento. Em vez de tentar reproduzir exatamente a estrutura de duas décadas atrás, a estratégia parece ser a de concentrar a marca em integrantes mais diretamente associadas ao reconhecimento comercial do grupo e, ao mesmo tempo, atualizar a operação para o circuito atual de grandes turnês.
Do ponto de vista histórico, o retorno recoloca em evidência um grupo que teve papel importante no pop dos anos 2000. As Pussycat Dolls chegaram ao mercado fonográfico depois de uma trajetória inicial como projeto performático criado por Robin Antin nos anos 1990 e se transformaram em fenômeno comercial com hits como “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Buttons” e “When I Grow Up”. A nova fase tenta se apoiar justamente nessa memória coletiva: não apenas pela celebração do álbum “PCD”, mas pelo modo como toda a comunicação da turnê foi construída em torno da permanência da marca e da força do repertório.
Por enquanto, o que está confirmado é suficiente para caracterizar uma retomada concreta, e não apenas especulação de bastidores: há single novo, turnê mundial anunciada, agenda pública de shows, relançamentos previstos e uma formação já definida para esta etapa. O que ainda não foi detalhado é se o grupo pretende transformar esse retorno em um projeto de longo prazo, com novo álbum ou mais material inédito além de “Club Song”. Até 16 de março de 2026, os anúncios oficiais se concentram no single, na turnê e na celebração do catálogo.
Para um grupo cuja trajetória recente foi marcada por idas e vindas, a volta de 2026 tem um significado prático: ela encerra um período em que o nome das Pussycat Dolls sobrevivia mais como lembrança de catálogo do que como projeto ativo. Agora, o retorno vem embalado de forma direta, com um roteiro claro. Em termos de mercado pop, é como recolocar uma marca conhecida na vitrine com embalagem nova, mas mantendo os elementos que a tornaram reconhecível. Resta ver se a turnê e a recepção ao novo single serão suficientes para sustentar uma fase mais duradoura.





