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Retrospectiva | Os dez anos da carreira de Taylor Swift


Gostem dela ou não, Taylor Swift se tornou um fenômeno de popularidade em seus 10 anos de carreira

Parece que foi ontem que Taylor Swift foi apresentada ao mundo, com seu cabelão cheio de cachos louros e o violão a tiracolo, numa versão adolescente e moderninha de cantoras como Faith Hill e Shania Twain. No entanto, só parece. Em outubro desse ano, o álbum homônimo Taylor Swift, que lançou a carreira da artista – na época, uma adolescente de 16 anos -, completa uma década de existência. Olhando em retrospecto e lembrando da caminhada que levou a doce cantora country da Pensilvânia até o sucesso de 1989, fica impossível não notar as inevitáveis mudanças, o crescimento de Swift nesse meio tempo e sentir aquela vontade de voltar no tempo, só para ver músicas como “Love Story” e “You Belong To Me” serem novidades outra vez.

A ascenção de Taylor, hoje uma das mais respeitadas e lucrativas representantes da música pop, pode até parecer rápida, mas levou 10 anos de um trabalho intenso, com cinco álbuns de estúdio, três discos ao vivo, quatro turnês, mais de 100 prêmios e uma média de 70 composições que levam a sua assinatura. Taylor Swift, aliás, roubou a cena nessa última década: a cantora se repaginou, bateu recordes, deixou a vida pessoal causar polêmica, trocou de namorado mais vezes do que conseguimos contar, peitou divas da música pop como Katy Perry, montou um “clube da luluzinha” com suas BFFs, lançou mais de 30 singles de sucesso absoluto e, sem pressa, fez os Kanye West da vida pagarem a língua quanto o seu talento e seu mérito no cenário musical.

Por essas e outras, não tem jeito melhor de comemorar os dez anos de carreira da ex “Princesa do Country” do que lembrar um pouquinho de tudo o que rolou de importante na vida de Taylor nesta última década. Pensando nisso, o Uber7 preparou uma retrospectiva especial, com os melhores discos, singles, entrevistas, performances e os momentos decisivos na carreira daquela que, certamente, já é uma das maiores artistas dos EUA.

2006 – Álbum homônimo e primeiros passos

A apresentação de Taylor para o mundo veio em forma do álbum homônimo Taylor Swif, lançado em outubro de 2006 – e para quem não lembra, aliás, um country teen romântico, com borboletas azuis desenhadas em uma capa que bem podia ser confundida com a trilha sonora de um filminho de sereia para a TV. Com o selo da gravadora Big Machine, o disco foi recebido com críticas relativamente positivas, sendo devidamente apoiado em seus três primeiros singles, intitulados “Tim McGraw”, “Teardrops On My Guitar” e “Our Song”. Assinado por uma garota de 16 anos e com músicas compostas a partir dos 13, o primeiro álbum de Taylor não podia ser menos do que uma ode à adolescência, cheio de canções colegiais, que falam sobre a descoberta do amor, contos de fadas e as primeiras decepções e corações partidos. O homônimo apresentava, logo cedo, as experiências pessoais da cantora com a vida amorosa, todas levadas para suas composições – o que viria a se tornar, como bem sabemos, uma de suas maiores características num futuro próximo.

 

Foi nesse ano que uma de suas primeiras performances na TV aconteceu, lá no palco do Good Morning America, quando Taylor divulgou o primeiro single do disco, “Tim McGraw”. Foi em 2006, ainda, que a cantora apareceu pela primeira vez nas paradas musicais: Taylor bombou nos Estados Unidos já no álbum de estreia, mas seu êxito foi sutil nos demais países, com um desempenho relativamente melhor no Canadá e na Inglaterra. Para conseguir o bom alcance e ser, de cara, considerada uma das cantoras mais promissoras de sua geração, Taylor saiu promovendo seu trabalho em turnês de artistas da música country, como Faith Hill, Tim McGraw e George Strait, vendendo cópias o suficiente para angariar seu primeiro disco de platina. Era uma estrela em ascensão.

2007 – Premiações, covers e primeiro EP natalino

Taylor ainda divulgava seu álbum de estreia quando a Associação de Compositores de Nashville, de bobeira, resolveu torná-la a artista mais jovem da história a receber o prêmio de melhor cantora e compositora do ano. Foi assim que, motivada pelos bons números e recentes conquistas, Taylor lançou, em dezembro de 2007, o EP natalino The Sounds of Season: The Taylor Swift Holliday Collection, cuja venda aconteceu exclusivamente nas lojas Target. Aqui entre nós, o álbum temático, com clássicos natalinos à lá “Last Christmas” e canções originais, não fez lá muito sucesso e caiu no limbo, completamente esquecido da discografia pomposa de Taylor Swift.

O que muita gente esqueceu, também, é que nesse período, além de promover seu álbum autoral, divulgando os videoclipes de “Teardrops On My Guitar” e “Our Song”, Taylor fazia covers com violão e voz de cantoras como Beyoncé (“Irreplaceable”) e Rihanna (“Take a Bow”), mostrando um pouquinho da veia pop que ainda lhe era sutil – mas que roubaria os holofotes mais tarde. Em 2007, ela recebeu o prêmio revelação do CMA Awards, no qual fez uma performance de “Our Song” com um violão brilhante, teve clipe premiado e cantou “Tim McGraw” para o próprio no ACM (Academy Of Country Music). E, ao mesmo tempo em que escrevia canções na estrada e fazia péssimas escolhas de figurino nas cerimônias de premiação, se apresentava, com botinas de fazenda, no America’s Got Talent.

2008 – Joe Jonas, “Fearless” e recorde de vendas

Capa da Teen Vogue; gradução no Tennessee; sessão de autógrafos de oito horas no CMA Music Festival; primeira indicação ao Grammy; capa da CosmoGirl; ditando moda com look princesinha; número 57 na lista das mulheres mais pops de 2008 da Maxim; reedição de disco com faixas inéditas para o Wal-Mart; recorde no Top Country Charts; namorico com Joe Jonas; capa da Seventeen; e, como se não bastasse, lançamento do segundo álbum de estúdio, o excelente Fearless. Agora, digam: 2008 foi um ano bom para Taylor Swift sim ou com certeza?

Para compor parte das 13 faixas de Fearless, a Big Machine mergulhou num arquivo com mais 250 composições assinadas por Taylor, uma máquina de desabafar em canções. A outra parte foi escrita durante as viagens da cantora pelos Estados Unidos para divulgar seu álbum de estreia e contou com a co-produção de Colbie Caillat e Liz Rose, com quem Taylor já havia trabalho no disco anterior. O álbum de 2008 combina, pela primeira vez, elementos da música pop ao característico country de Taylor, adicionando um estilo crossover. Marcado por músicas como “Love Story”, “Fearless”, “White Horse”, “Fifteen”, “You Belong With Me”, “Breathe” e “Change”, o segundo disco teve tanto hit para chamar de seu que a história não poderia ter sido diferente: Taylor Swift foi a artista country com mais vendas naquele ano, seus clipes bateram recordes, Fearless foi o álbum country com mais prêmios da música country e até um episódio no programa da Ellen Degeneres  foi dedicado ao disco.

Embora tenha mais personalidade que o trabalho anterior de Taylor, lançado apenas dois anos antes, Fearless trazia as mesmas características adolescentes, caracterizado pelas histórias de amor, contos de fadas, príncipes encantados e felizes para sempre, como uma espécie de diário das duas opiniões, histórias e dilemas. Não por acaso, foi o ano em que sua vida amorosa começou a se tornar pública, por meio do namoro com Joe Jonas, com quem Taylor se relacionou entre julho e outubro de 2008. O término, feito por meio de um telefonema de 27 segundos, foi uma experiência tão traumática para cantora que ela a descreveu na música “Forever & Always”, a décima primeira do disco e uma das últimas composições no processo de realização de “Fearless”.

2009 – Taylor Lautner, treta no VMA e namoro com John Mayer

No ano de 2009, Taylor ainda colhia os frutos do sucesso de Fearless, promovendo novos singles e lançando os videoclipes do mais recente disco. Taylor estava numa fase tão nova-estrelinha-no-pedaço que apareceu no filme do Jonas Brothers, no episódio de CSI, filme da Hannah Montana (com performance de Crazier”) e participou ainda do episódio 200 do reality show Dance With The Stars. Taylor também marcou presença no Saturday Night Live, sendo a cantora country mais jovem a aparecer como convidada do programa em todos os, então, 33 anos do show – a participação de Taylor alavancou a audiência do SNL, atingindo os maiores números no ibope dos últimos dois meses. Tudo isso, claro, enquanto a “Princesa do Country” iniciava a sua primeira turnê: a “Fearless Tour” passou por 52 cidades norte-americanas e por 38 estados e províncias dos EUA e Canadá no período de seis meses.

As aventuras de 2009, contudo, não pararam por aí. Nas gravações do filme “Valentines Day”, Taylor engatou um romance com o ator Taylor Lautner, este, por sua vez, no auge da carreira em função da performance do lobisomem Jacob Black na saga “Crepúsculo”. O namoro durou quatro meses e do rompimento nasceu a música “Back to December”, que viria a compor seu próximo álbum de estúdio. Como fofoca pouca é bobagem, quem ainda não conhecia Taylor, passou a conhecer em 2009, quando, no palco do VMA, um episódio desconcertante se eternizou nos registros da MTV. Premiada com o melhor vídeo feminino pelo clipe de “You Belong With Me”, Taylor teve os agradecimentos interrompidos por Kanye West, que lhe roubou o microfone para dizer que o “Single Ladies”, de Beyoncé, merecia muito mais. Nascia ali uma treta que até hoje ainda é repercutida, com trocas de farpas aqui e ali. Falando em treta, foi em 2009 que Taylor começou um namoro breve com o cantor John Mayer (ex da Katy Perry, com quem Taylor não se bate – será por que, né?)

+ Ver também: Taylor Swift e Miley Cyrus, juntas no Grammy Awards.

2010 – “Speak Now”, Grammy Awards e alcance mundial

O término com John Mayer inspirou as músicas “Ours”, “The Story of Us” e “Dear John” (título, aliás, beeeem discreto). Curtindo a vibe caras mais velhos, Taylor engatou em 2010 um relacionamento com o ator Jake Gyllenhaal, outro nome conhecido. O namoro, contudo, também não vingou: a diferença de nove anos e a falta de atração por parte do ator foram as supostas razões para que, cerca de dois meses depois, o rolo chegasse ao fim. Reza a lenda que do relacionamento sobraram apenas as canções “All To Well”, “The Moment I Knew” e a ótima “We Are Never Ever Getting Back Together”. Mas vamos por partes…

Além de levar quatro estatuetas no Grammy, incluindo a premiação de melhor disco do ano por Fearless, 2010 foi uma fase de álbum novo: Speak Now, com todas os desabafos sobre os corações partidos de Taylor, chegou às lojas em outubro, estreando já na primeira posição da Billboard. O terceiro álbum de estúdio de Taylor Swift, aliás, teve alcance mundial, angariando mais um punhado de prêmios para a garota, na época com 21 anos, para se gabar mais tarde. O primeiro single do álbum foi “Mine”, que contou com mais um clipe de romance dos sonhos (para variar); seguido por “Back To December”, com uma pegada mais melancólica. Outras boas músicas do disco foram “Mean”, “Long Live” e a que dá nome ao #TS3, “Speak Now” (que ganhou aquela apresentação fofa no Letterman). Vale lembrar que 2010 veio acompanhado do lançamento do filme de Garry Marshall, “Valentines Day”, no qual Taylor interpreta uma adolescente apaixonada.

+ Ver também: Performance no AMA 2010.

2011 – Turnê mundial, parceria com Paula Fernandes e divulgação de “Speak Now”

Mais uma turnê – e dessa vez mundial. A “Speak Now World Tour” começou em fevereiro de 2011 em Cingapura, passando pela Europa, América do Sul e América do Norte até acabar, em março do ano seguinte, com um show na Nova Zelândia. A turnê combinou as faixas do recém-lançado Speak Now, com sucessos anteriores da cantora, levando a temática dos contos de fadas para o centro dos palcos e arenas internacionais. Se bater saudade dessa época, vale relembrar performances cheias de jogadas de cabelo da turnê, como as de “Mine”, as apresentações teatrais à lá “Haunted” e as acompanhadas de piano, como “Back to December”. Além dos 112 shows, o ano também trouxe outras surpresas: “Long Live” ganhou uma versão brasileira em parceria com a cantora Paula Fernandes e Taylor Swift lançou seu primeiro álbum ao vivo: o Speak Now: World Tour Live, que contou com 16 faixas e, para a loucura dos fãs, veio acompanhado de um DVD, com um show realizado no Gillette Stadium, em Foxborough.

E não foi só isso: 2011 trouxe videoclipe de “Back to December”, mostrando que a ligação entre duas pessoas não termina, necessariamente, no fim do romance; e a divulgação do single “Mean”, que fala sobre o bullying que Taylor sofreu na escola. A boa fase na carreira continuava de vento em popa: Taylor ganhou o prêmio de “Entertainer do Ano”, do CMA Awards; participou do desenho Phineas e Ferb dublando ela mesma e, para a gritaria de todos os presentes, fez parceria no palco com Justin Bieber ao som de “Baby”.

+ Ver também: “Ours” no CMA 2011“Mean” no CMA; Taylor vence o AMA de Artista do Ano.

2012 – “Red”, Harry Styles e mudança de visual

Que ano, minha gente! Finzinho de turnê; show no Rio de Janeiro; trilha sonora para “Jogos Vorazes” com “Safe & Sound” (ótima!) e “Eyes Open”; namoro com sobrinho do presidente dos Estados Unidos; álbum novo; dublagem para o filme “Lorax” e, como se não bastasse, um Harry Styles para chamar de seu. Foi em 2012 que Taylor começou a abandonar os cachos dourados, adotando um cabelão mais liso e dando olá à franja, um detalhe que parece superficial, a princípio, mas que muito diz sobre a fase mais pop que Taylor Swift passaria a adotar dali pra frente. Seu quarto álbum de estúdio, Red, inspirado em seus términos de relacionamento, é a maior amostra da mudança de estilo que começava a se formar na carreira de Taylor: se a faixa homônima “Red” se esforça para manter um pouquinho da música country que alçou a cantora à fama, canções como “I Knew You Were Trouble” abraçam de vez o electropop e o dubstep, deixando para trás o velho violão brilhante que acompanhava Taylor nos palcos.

O sucesso do quarto álbum de estúdio de Taylor Swift foi enorme: “Red” ficou no topo do iTunes em 25 países; recebeu disco de platina duplo; vendeu um milhão de cópias, só nos Estados Unidos, na primeira semana; bateu o primeiro lugar na UK Albums Chart e ficou, até mesmo, em terceiro lugar no Japão. O primeiro single do disco,”We Are Never Ever Getting Back Together”, atingiu o número 1 do iTunes em apenas 35 minutos, um recorde, vamos combinar, difícil de ser superado. Como tantas outras faixas do disco, o single, aliás, quebra o conceito de final feliz e contos de fadas que Taylor, então com 23 anos, vinha trabalhando à exaustão nos projetos anteriores. No novo CD, a cantora é bem menos adolescente e otimista em relação ao amor: as músicas falam sobre términos, arrependimentos, garotos problemáticos, desilusões, perdas, juventude, liberdade e diversão.

No amor, Taylor também não fez por menos: depois de começar e terminar um relacionamento com Connor Kennedy, o sobrinho do presidente, Taylor não perdeu tempo e pegou logo um dos One Direction. O namoro com Harry Styles durou poucos meses, mas é um dos relacionamentos mais lembrados da cantora – e falando nisso, foi em 2012 que a amizade de Taylor com Ed Sheeran rendeu frutos: o quarto álbum feito com feat da dupla, intitulado “Everything Has Changed”, que no ano seguinte ainda ganhou um clipe belíssimo.

+ Ver também: Performance no IHeart 2012; apresentação no AMA 2012; Taylor no BBC Radio Teen Awards; “Sparks Fly” no Rio de Janeiro; entrevista na Eliana em 2012; entertainer do ano na ACM 2012; Taylor Swift no X-Factor 2012; Taylor e Zac Efron na Ellen; Taylor no corredor assombrado.

2013 – “Red Tour” e melhor artista do ano pela Billboard

Seguindo o padrão dos anos anteriores, 2013 foi ano de divulgar o álbum recém-lançado com singles e videoclipes, além, é claro, de viajar por aí com uma nova turnê – dessa vez, acompanhada por Ed Sheeran, que abriu a maioria de seus shows. Neste ano, Taylor também levou mais prêmios para a sua já recheada estante, o mais importante deles sendo o Billboard 2013, como Melhor Artista do Ano – além das outras quatro categorias que a cantora angariou na cerimônia. Taylor continuou arrebentando nas premiações de música country e levou mais um Grammy e mais um VMA para casa, mostrando que a menina do álbum de borboletas, que lhes chamou atenção em 2006, tinha, de fato, estourado e não tinha prazo de validade estipulado. Com hits como “22”, “Begin Again” e “Everything Has Changed”, “Red” não poupou nem mesmo o 21, de Adele.

Lançada em março de 2013 e firme e forte no ranking das turnês mais rentáveis da história, a “Red Tour” trouxe inúmeras mudanças perfomáticas nos shows, para enraizar de vez a raiz pop que começava a ser fincada. Os vestidos da “Fearless Tour” morreram, as canções ganharam coreografias e Taylor se mostrou muito mais jovem e muito mais à vontade nos palcos do que em 2008. Duvida? Vejam o look de shortinho e a dancinha de “Holy Ground”, as jogadas de cabelo em “Red”, a performance no Grammy 2013, a ambientação de “We Are Never…” e o vislumbre de uma diva pop em ascensão no Victoria Secret Fashion Show de 2013.

+ Ver também: Taylor no CMA Awards 2013; “The Last Time”, ft. Garry Lightbody; performance no AMA 2013; Taylor vence categoria de Artista do Ano no AMA; Taylor com Jennifer Lopez no Staples Center; Taylor Swift e Carly Simon; Taylor e Ed Sheeran cantando “Everything Has Changed” no Britain’s Got Talent.

2014 – “1989”, corte de cabelo e entrada oficial na música pop

2014, vulgarmente conhecido como ‘o momento em que Taylor cortou o cabelo’, foi, em outras palavras, O ANO. Terminando a “Red Tour”, a loira decidiu guardar o country na gaveta e abraçar de vez a música pop, com a qual vinha flertando de forma modesta desde Fearless. O anúncio do novo disco aconteceu em uma videoconferência do Yahoo! e, logo em seguida, o mundo conheceu “Shake It Off”, o primeiro single do intitulado 1989. A música se tornou rapidamente a número um na Billboard Hot 100 e foi substituída pela própria Taylor, o que não acontecia a 56 anos, com a faixa “Blank Space”, segundo single do novo disco da cantora. Para quem não lembra, as primeiras performances televisivas de “Shake It Off” mostraram uma Taylor Swift totalmente repaginada: cabelo curto, batom vermelho, roupa mais curta, postura sedutora no palco, dancinha e coreografia.

Com 13 faixas e 7 singles, 1989 foi bem aprovado pela crítica, misturando synthpop electropop com sintetizadores, guitarras e contrabaixos. A inovação não se deu apenas na estrutura musical, mas na capa do disco, menos adolescente que as anteriores. Deixando para trás os vestidos cafonas de 2007, Taylor foi eleita a mais bem vestida do ano pela Forbes – e foi com o ego lá em cima que a cantora saiu divulgando os novos trabalhos: 2014 contou com performance de “Shake It Off”, no VMA; apresentação de “Blank Space”, no AMA; presença garantida no iHeartRadio Music Festival e até showzinho no topo do Empire State porque quem pode, pode. Foi ainda em 2014 que saíram, os primeiros clipes de 1989 – os divertidos “Shake it Off” e “Blank Space”.

Foi nesse ano que a treta entre Taylor e Katy Perry começou a ganhar corpo – tudo isso graças a um dos singles do disco, intitulado “Bad Blood”, que falava sobre uma misteriosa inimiga famosa. Quem pensa que John Mayer foi o único motivo da hostilidade entre as duas, no entanto, não sabe da metade: tem homem na história, sim, mas ele também responde pelo nome de Lockhart Brownlie, um dançarino que migrou da turnê de uma para a outra e saiu dando entrevistas sobre o assunto. Brownlie, aliás, não foi o único. De acordo com Taylor, Katy Perry teria contratado vários membros da equipe da “Red Tour” debaixo dos panos, tentando sabotar a turnê. Katy chamou Taylor de “Regina George em pele de cordeiro” e além das indiretas no twitter, a briga resultou em um dos clipes mais diferentões e marcantes da carreira da loira, a ser lançado no ano seguinte.

+ Ver também: Taylor Swift no Ice Bucket Challenge.

2015 – Bad Blood, Taylor SQUAD e Calvin Harris

Ano de novos clipes, novos amores, novos prêmios, novas polêmicas e, claro, nova turnê. Taylor Swift entrou em 2015 disposta a divulgar as músicas de seu último álbum, lançando já um videoclipe para “Style” – música que, aliás, a cantora teria escrito após o término com Harry Styles. Sendo, disparada, uma das melhores músicas do CD, “Style” não foi a única faixa a bombar naquele ano – graças ao conjunto de clipes bem produzidos e diferentes do que o público estava acostumado, que acompanharam a divulgação de “1989”. A canção “Wildest Dreams”, por exemplo, ganhou um clipe com uma Taylor morena, enquanto “Out Of The Woods” trouxe um cenário maravilhoso e “Bad Blood” exibiu uma Taylor ruiva e badass.

Foi nesse que o esquadrão da Taylor Swift se tornou oficial. Para fazer o clipe de “Bad Blood”, a loira convocou algumas de suas BFFs para uma baita superprodução e estavam lá Selena Gomez (Arsyn), Lena Dunham (Lucky Fiori), Cara Delevingne (Mother Chucker), Gigi Hadid (Slay-Z), Lily Auridge (Frostbyte), Hayley Williams (The Crimson Curse), Jessica Alba (Domino), Karlie Kloss (Knockout), Martha Hunt (Homeslice), Hailee Steinfeld (The Trinity), Serayah McNeill (Dilemma) e Ellie Goulding (Destructa X). Outras que não estavam no clipe, mas também ostentam o selo miguxa de qualidade, participando do seleto esquadrão da Taylor, são Lorde, Sarah Hyland, Alana Haim, Ruby Rose, Emma Stone, Blake Lively e até Ed Sheeran, que depois do dueto para o álbum “Red”, fechou com a Taylor e não abre.

Para ostentar a boa fase, só faltava mais uma turnê mundial. A “The 1989 World Tour” começou em maio, no Japão, e terminou em dezembro, na Austrália. Foram mais de 80 shows, realizados em quatro continentes e com uma arrecadação superior a 250 milhões, fazendo da turnê de 1989 a digressão mais bem sucedida de 2015 – para recordar, só no ANZ Stadium, em Sydney, Taylor tocou para 76 mil pessoas. Além da interação com o público e do elogiado repertório, a turnê foi marcada, ainda, pelas numerosas participações especiais, como Justin Timberlake, Selena Gomez, Ellie Goulding e até Mick Jagger. O sucesso não podia ter passado batido às premiações: em 2015, Taylor levou para casa 10 Billboard Awards, quatro prêmios do Teens Choice; três estatuetas do iHeartRadio Music Awards e quatro VMAs. Tudo isso enquanto a cantora ainda arrumava um tempinho na agenda para o novo namorado, o produtor e DJ escocês Calvin Harris, seu relacionamento mais longo até o momento.

+ Ver também: Taylor Swift no Victoria Secret Fashion Show 2015; “Wildest Dreams” no Grammy Museum; trailer da “The 1989 World Tour”; Taylor no The Jingle Bell Ball.

2016 – Novo visual, término com Calvin Haris e namoro com Tom Hiddleston

O ano nem acabou e Taylor já está aí, roubando a cena outra vez. Pela primeira vez, desde 2006, a cantora quebra a regularidade com que vinha lançando os discos, com intervalos de dois anos. Não há previsão de álbum novo em 2016, mas, aqui entre nós, não tem faltado novidades relacionadas ao nome de Swift nos últimos meses. Pouco tempo depois de clarear os cabelos e adotar um corte meio Jenny Humphrey, Taylor terminou o relacionamento de 15 meses com Calvin Harris e, sem perder tempo, foi flagrada com ninguém menos que Tom Hiddleston, o novo crush da cantora, agora com 26 anos. As notícias não param por aí: além de levar três estatuetas (se igualando a Adele), Taylor abriu o Grammy 2016 com uma performance daquelas de “Out of The Woods”, lançou um clipe-montagem de “New Romantics”, fez festinha na praia com seu esquadrão de BFFs e participou de comerciais divertidíssimos para a Apple Music, como o Treadmill.

E ainda estamos na metade do ano… Pode isso, Arnaldo?

Por Uber7


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