Sol Gabetta venceu seu primeiro concurso aos 10 anos, fato que viria a repetir-se muitas outras vezes, com a conquista, inclusive, do Prêmio Natalia Gutman por “Melhor Interpretação Musical” no Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscou. Em 2009, a violoncelista recebeu o Prêmio Echo, como “Artista do Ano” e o “Diapason d’Or” da prestigiosa revista Diapason. Em 2004, ganhou reconhecimento internacional e desde 2005 tem seu próprio festival de música de câmara, o Solsberg, que se realiza em Olsberg, na Suíça, além de lecionar na Academia da Basileia, cidade onde reside.
No dia 29 de setembro, Sol Gabetta estará no Rio de Janeiro, como a nona atração do ano da Série O GLOBO / Dell’Arte Concertos Internacionais 2012, que celebra este ano os 30 anos de fundação da principal produtora de música clássica e dança do Rio de Janeiro e uma das maiores do Brasil, a Dell’Arte Soluções Culturais. Gabetta estará acompanhada do pianista Bertrand Chamayou, e apresentará um programa que inclui Claude Debussy, César Franck, Dmitri Shostakovich e Astor Piazzolla.
A apresentação de Sol Gabetta dentro da Série O GLOBO / Dell’Arte Concertos Internacionais 2012faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos de música, exposições e grandes musicais.
Sol Gabetta
Onde quer que a violoncelista franco-argentina de origem russa toque, ela impressiona com suas interpretações cativantes, seu toque apaixonado e encorpado e sua personalidade carismática e envolvente. A grande versatilidade de Sol no que concerne aos estilos e repertório é um de seus traços marcantes. Ela pode dominar o público com seu idioma musical tanto com um excelente Concerto para violoncelo Nº 2 de Shostakovich, de 1966, como com os concertos para o instrumento de Vivaldi, do início do século XVIII, executados em um violoncelo barroco. Sua arte pode ser apreciada nos concertos com grandes orquestras sinfônicas, orquestras de câmara ou conjuntos barrocos, assim como em seus recitais com renomados pianistas e músicos de câmara.
Ela completa seu tradicional repertório de solista, composto por peças de Dvorák, Tchaikovsky, Shostakovich, Elgar e Haydn, com obras de compositores do século XX, como os concertos para violoncelo de Bohuslav Martinù ou Samuel Barber, obras que passou a incluir em seu repertório a partir de 2009.
Sol Gabetta é frequentemente convidada para trabalhar com compositores que escrevem peças para ela, ou cujas peças Sol estuda e executa. A violoncelista colabora frequentemente como compositor letão Peteris Vasks, cuja peça, The Book, executa com regularidade.
Sol Gabetta conquistou um impressionante número de seguidores em cidades de influência cultural alemã, como Munique, Berlim, Hamburgo, Viena e Zurique, que lotam as casas em suas apresentações. E esse fã clube só faz crescer em países fronteiriços como a Espanha, Itália, França, Bélgica, Holanda e Grã-Bretanha. Nesta temporada ela empreende sua primeira turnê aos Estados Unidos e à América do Sul, com planos de viajar ao Japão e à Austrália.
A carreira internacional de Sol Gabetta deslanchou em 2004, quando recebeu o prestigioso Prêmio Jovens Artistas do Crédit Suisse, um dos mais cobiçados pelos músicos. O concerto da vencedora no outono de 2004, com a Filarmônica de Viena sob a direção de Valery Gergiev, abriu-lhe muitas portas no mundo da música.
Seu primeiro CD para a Sony Music, com músicas de Tchaikovsky, Saint-Saëns e Ginastera conquistou um prêmio ECHO em 2007, que ela recebeu diante de milhões de alemães em cerimônia transmitida pela televisão. Obteve um outro ECHO por sua gravação ao vivo do Concerto para violoncelo Nº 2 de Shostakovich com a Filarmônica de Munique em 2009. Ainda para o mesmo selo gravou concertos para violoncelo de Vivaldi com o Sonatorio Giocoso Marca (2007) para violoncelo barroco, e concertos clássicos para o instrumento, de Haydn, Leopold Hofmann e um arranjo para flauta de um concerto de Mozart. Várias de suas gravações atingiram posições elevadas nas paradas de música clássica alemãs, incluindo o 1º lugar em setembro e outubro de 2009.
Nos últimos anos, Sol Gabetta recebeu uma série de prêmios, como o do concurso ARD de Munique e do Concurso Tchaikovsky de Moscou. Seu trabalho foi louvado por orquestras importantes como as Filarmônicas de Viena, Rotterdam, Munique, Royal Philharmonic de Londres, as Sinfônicas de Detroit, Viena, São Petersburgo e Orquestra Nacional Russa, que reverenciaram sua arte, e com regentes como Leonard Slatkin, Andris Nelsson, Neeme Järvi, Mikhail Pletnev, Christoph Eschenbach, Charles Dutoit, Paul McCreesh e Valery Gergiev. Além de sua crescente participação em concertos por toda a Europa e Japão, ela estreou em 2009 nos Estados Unidos e na Inglaterra, com a Orquestra de Filadélfia e a Royal Philharmonic de Londres, ambas dirigidas por Charles Dutoit. Também colaborou intimamente com a Orquestra de Câmara da Basileia. Em junho de 2008 tocou com o famoso violoncelista Yo-Yo Ma nos Estados Unidos, regida por Leonard Slatkin, no Concerto duplo para violoncelo e no Concerto para violoncelo Nº 2 de Shostakovich.
Em fevereiro de 2006 concluiu seus estudos com o professor David Geringas na Escola de Música Hanns Eisler em Berlim, após estudar por dez anos com o violoncelista Ivan Monighetti em Madri e na Basileia. É, desde 2005, professora-assistente na Escola de Música da Basileia. Sol Gabetta também se encontra firmemente voltada para outros projetos nascidos de iniciativas suas: desde junho de 2006 hospeda o Festival de Solsberg na Suíça, seu país adotivo, promovendo de oito a dez concertos de música de câmara, executados por músicos por ela convidados. Outro de seus projetos é a “Capella Gabetta”, uma orquestra barroca que dará início à sua primeira uma turnê com a violoncelista em dezembro, executando música de Vivaldi e seus contemporâneos, e que será dirigida pelo violinista Andrés Gabetta, irmão de Sol. Graças ao generoso auxílio de Fundo de Cultura Rahn, Sol Gabetta toca um dos mais raros e valiosos violoncelos de G.B. Guadagnini, de 1759.
Segundo a Frankfurter Rundschau, “sua maneira de tocar é fascinante, plena de energia e ímpeto. Nada nas suas apresentações é fortuito, exatamente como ela quer. É assim que cria momentos extáticos. Suas frases são carregadas de poesia, força e clareza, conduzidas por um som ideal que busca não apenas a beleza, mas também a vida.”
Bertrand Chamayou
Bertrand Chamayou é um dos artistas mais requisitados do cenário musical internacional. Seus recitais mais recentes incluem o Théâtre des Champs-Élysées, Herkulessaal, Festival de Música de Bremen, Wigmore Hall, Théâtre du Châtelet, Festival Mostly Mozart de Nova York, Festival de Lucerna, Festival Gergiev de Rotterdam, Festival de Piano do Ruhr, e apresentações com a Orchestre de Paris, London Philharmonic Orchestra, Filarmônica de Rotterdam, Deutsche Kammer Philharmonie, Orchestre National de Bélgique, Filarmônica da Rádio Alemã, Orquestra Sinfônica de Rádio Hessischer, Orquestra Sinfônica WDR, Orquestra Sinfônica SWR, Orchestre National de France e a Royal Scottish National Orchestra.
Em 2011 o pianista comemorou o 200º aniversário de Liszt gravando o Années de pélérinage completo, que vem apresentando em várias cidades mundo a fora, em locais como o Théâtre des Champs-Élysées de Paris, o Festival Musical de Bremen e a Sala de Concertos da Cidade Proibida, em Pequim. Apresentou-se ainda com Pierre Boulez e a Orchestre de Paris na Salle Pleyel. Em fevereiro de 2011Chamayou conquistou um “Victoire de la Musique” na qualidade de Solista do Ano. Aos 20 anos Bertrand foi premiado no Concurso Internacional Long-Thibaud.
Em março de 2010 o pianista lançou com grande sucesso o CD César Franck, que recebeu vários prêmios, inclusive o “Editor’s Choise” da Gramophone. Em 2008 seu CD com música de Mendelssohn também foi um marco, o mesmo acontecendo com o CD de 2006, Liszt Live, com os Estudos Transcendentais, editado pelo selo Sony Classical.
Bertrand nasceu em 1981 e estudou com o pianista Jean-François Heisser no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Completou sua formação com Maria Curcio em Londres e participou de “master classes” com Leon Fleischer, Dimitri Bashkirov e Murray Perahia.
Apresentou-se como solista com algumas das melhores orquestras francesas: a Orchestre Philharmonique de Radio-France, Orchestre National de France e Orchestre National du Capitole de Toulouse, além de outras prestigiosas formações europeias, como a Orquestra da Rádio Hessischer, London Philharmonic Orchestra, Orchestre Philharmonique de Liège e Tapiola Sinfonietta. Bertrand trabalhou com maestros renomados como Andris Nelsons, Michel Plasson, Lawrence Foster, Yutaka Sado, Ludovic Morlot, Semyon Bychkov, Stéphane Denève e Tugan Sokhiev. Ele toca regularmente em concertos de música de câmara com parceiros como Renaud e Gautier Capuçon, Quatuor Ebène, Belcea Quartet, Sol Gabetta e Antoine Tamestit.
Programa
Claude Debussy
Sonata para violoncelo e piano em Ré menor
I. Prologue
II. Sérénade
III. Finale
César Franck
Sonata para violoncelo e piano em Lá maior
(transcrição da obra original para violino e piano realizada por Jules Delsart)
I. Allegretto ben moderato
II. Allegretto
III. Recitativo – Fantasia: Ben moderato – Molto lento
IV. Allegretto poco mosso
Intervalo
Dmitri Shostakovich
Sonata Nº 1 para violoncelo e piano em Ré menor, op. 40
I. Allegro non troppo
II. Allegro
III. Largo
IV. Allegro
Astor Piazzolla
Le Grand Tango
Serviço
Dia: 29 de setembro (sábado)
Hora: 16h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro
Vendas: Theatro Municipal
Site: www.ingresso.com
Tel: 4002-0019
Classificação etária: 10 anos
Preços:
- Frisa/Cam – R$ 1.800,00
- Plateia – R$ 300,00
- Balcão nobre – R$ 300,00
- Balcão superior – R$ 160,00
- Galeria – R$ 70,00
50% de descontos para clientes Bradesco Seguros.
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