Ao falar em videoclipes, é comum vir à mente clássicos como “Take on Me”, do A-HA; “Weapon of Choice”, do Fatboy Slim, ou “Money For Nothing”, da banda Dire Straits. Impossível não lembrar da talentosa Maddie, nos clipes da SIA, da atuação de Andrew Garfield para o Arcade Fire ou de Johnny Cash no tristíssimo “Hurt”, lançado em 2002. Referências, aliás, não faltam: os fãs de um bom videoclipe já conhecem o talento de Beyoncé para os produtos audiovisuais, se acostumaram à criatividade do OK Go e aprenderam a não esperar pouco de um clipe do Eminem. Eles conhecem, não é de hoje, as historinhas do Aerosmith e Michael Jackson; apreciam os melhores produtos do R.E.M. como um presente e correm para o Youtube quando bandas como Beck ou Radiohead lançam uma novidade.
Mas e os clipes brazucas, onde ficam nessa história? Por que não lembrar deles também?
Que nós, brasileiros, adoramos o que vem de fora, todo mundo já sabe – inclusive, nós mesmos. Quantas vezes, afinal, não subestimamos os nossos filmes porque os de lá são melhores; ridicularizamos nossas novelas porque as séries gringas são mais legais; comparamos nossos músicos e nossas marcas, inferiorizamos nossos artistas e desdenhamos da nossa capacidade de promover cultura de qualidade? Certamente, muito mais vezes do que acreditamos – ou que estamos dispostos a admitir sem parecermos pedantes. A verdade, no entanto, é que tem muito conteúdo nacional de alto nível por aí – carecendo de mais consideração e mais cuidado. Nos videoclipes, por exemplo, não são só as divas pops que tombam: Karol Conká também teve a sua vez (e ahazôu). Não são só os rappers gringos que fazem uma crítica social que te deixa sem palavras: Emicida já fez, pelo menos, umas cinco. Para quem achou que só os indies de fora fazem dancinhas fofas e animações diferentonas, conheçam Banda do Mar e Garotas Suecas. Você curte casais à lá Bonnie e Clyde? Surpresa: temos um clipasso do Thiago Pethit!
Para você que conhece pouco de videoclipes nacionais, acha que só o eixo EUA-Europa presta e você, aí, que tava louco atrás de uma lista de clipes brazucas que faça jus à música nacional lançada nos últimos anos, seja bem-vindo! O Uber7 preparou uma lista com 39 produtos nacionais que vale à pena guardar no coração – e tem um pouquinho pra (quase) cada gosto e (quase) cada tribo. Quase.
Mas calma lá!
Vamos fugir do bom e velho “Ela Disse Adeus”, do Paralamas do Sucesso; da clássica “Diário de Um Detento” e da icônica “A Aminha Alma”, da banda O Rappa. Avisamos de antemão, ainda, que “Show das Poderosas” também não está na lista – e não porque não gostamos da miga Anitta, mas porque, assim como o excelente “Bang”, você certamente já cansou de ver tanto o clipe quanto as suas inúmeras versões e adaptações. Abrimos mão – e com muito sofrimento – do gatinho suicida da banda Gram e da animação apaixonante do Frejat, em busca de seu cãozinho, em “Segredos”. A divertidíssima “Brasília Amarela”, do Mamonas, não está aqui (mas se você não viu, não te faça de doido e clique aqui agora mesmo) e, para sermos devidamente justos com a concorrência, anulamos o mestre Caetano Veloso. Foi difícil excluir “Nightwalker”, do Pethit, e outras musicas cantadas em english, mas com uma língua rica como a nossa, por que não uma lista só com músicas em português?
Elencamos, apenas, videoclipes de 2010 pra cá, dando preferência a trabalhos que talvez você ainda não conheça (mas, sério, deveria). É claro que, no recheio, não tem como fugir de alguns itens óbvios: vai ter Bruna Marquezine e Tiago Iorc, sim; vai ter MC Guimé e Neymar porque ninguém é de ferro; vai ter Fresno em dose dupla e se preparem para uma surra de Emicida porque o cara, convenhamos, fez por merecer. Os mais cults e alternês, no entanto, podem ficar sossegados: nossa listinha dos videoclipes nacionais obrigatórios traz nomes como Baleia, Silva, Gui Amabis, Karol Conká, Marcelo Jeneci, Apanhador Só e Banda Tereza. Afinal, clipe bão é clipe muito.
* Clipes organziados em ordem alfabética, não em ordem de preferência.
“Açúcar ou Adoçante” – Cícero.
“Amei Te Ver” – Tiago Iorc.
“Amigo Branco” – Thiago Elniño.
“Bicho Burro” – Dônica.
“Boa Esperança” – Emicida.
“Boa Noite” – Karol Conká.
“Crisântemo” – Emicida.
“Dos Pés” – Bárbara Eugênia e Tatá Aeroplano.
“Duas de Cinco + Cóccix-ência” – Criolo.
“Eduarda Fissura do Átomo” – Mundo Livre S/A.
“Estive” – Vanguart.
“Felicidade” – Marcelo Jeneci.
“Fronteira” – O Rappa.
“Infinito” – Fresno.
“Levanta e Anda” – Emicida feat. Rael.
“Mais Ninguém” – Banda do Mar.
“Mil Faces de um Homem Leal” – Racionais MCs.
“Mistério dos 30” – Dingo Bells.
“Moletom” – Silva.
“Nescafé” – Apanhador Só.
“Não Se Perca Por Aí” – Garotas Suecas.
“O Homem Que Não Tinha Nada” – Projota.
“O Melhor da Vida” – Marcelo Jeneci.
“País do Futebol” – MC Guimé.
“Passione” – Junio Barreto.
“Pena Mais Que Perfeita” – Gui Amabis.
“Quando Bate Aquela Saudade” – Rubi.
“Romeo” – Thiago Pethit.
“Sandau” – Banda Tereza.
“Sangue do Paraguai” – Baleia.
“Subirosdoistiozin” – Criolo.
“Surdo Mudo” – Rafael Castro.
“Surreal” – Scalene.
“Sutjeska / Farol” – Fresno.
“Tiro” – Gui Amabis.
“Thats My Way” – Edi Rock e Seu Jorge.
“Tombei” – Karol Conká.
“Trem” – Suricato.
“Velha e Louca” – Malu Magalhães.
Conhece algum bom clipe que não esteja na lista? Manda pra gente!
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Por Uber7





























