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Karinah celebra o Museu do Samba e fala sobre a preservação desse legado


Cantora apresenta seu projeto “As Damas do Samba” no próximo dia 11 de agosto no projeto Fim da Tarde, no Teatro João Caetano no Rio de Janeiro

Fotos Roberto Filho / Brazil News

A cantora Karinah foi uma das vozes que embalaram a noite que celebrou os 25 anos do Museu do Samba, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

No palco, Karinah apresentou a canção “Verdade”, clássico do repertório de Zeca Pagodinho, que gravou em seu último álbum, Meu Samba, produzido pelo próprio Zeca, e também “Conto de Areia”, sucesso eternizado por Clara Nunes, na presença de seu compositor, Tuninho Nascimento.

A noite foi de reencontros com a família do samba, representada por Alcione, Diogo Nogueira, Dudu Nobre, Teresa Cristina, Mumuzinho, Rildo Hora, entre outros.

“Me sinto honrada de ser um elo dessa corrente que perpetua nossa maior identidade e patrimônio cultural. Termos um museu capaz de contar para diferentes gerações a nossa história, celebrando nossos ícones por 25 anos, é algo que merece ser celebrado”, aponta Karinah.

A cantora está em estúdio concluindo seu próximo álbum, As Damas do Samba, totalmente dedicado a oito mulheres sambistas que ajudaram a escrever esse legado musical.

“O coração de um sambista bate mais forte quando nos reunimos e trabalhamos juntos para perpetuar esse legado, que pertence a todos os brasileiros. Como mulher, cantora e compositora, é meu papel colaborar para preservar a memória do panteão feminino”, completa a sambista.

Rildo Hora, Alcione, Karinah e Gringo Cardia

Nos bastidores do Theatro Municipal, Karinah encontrou a madrinha Alcione, que será uma das homenageadas em seu novo projeto fonográfico.

Para Karinah, este é um momento muito especial de sua relação com o samba e com a comunidade verde e rosa. Ela participa, como compositora, da disputa do samba-enredo da escola para o Carnaval de 2027, com o samba de número 3, ao lado de Xande de Pilares, Gilson Bernini, Gustavo Clarão, Beto Savanna e Felipe Mussili. “Oyá”, foco do enredo, ganhou uma representação feita por IA nas redes de Karinah, o que vem sendo apontado como uma forma moderna de representar a entidade.

Engajada no trabalho social da Mangueira há alguns anos, a artista cumpre seu papel de apoiar a comunidade mangueirense, onde está localizado o Museu do Samba. Na última semana foi convidada para estar na cerimônia de inauguração do Complexo Esportivo Jamelão. No próximo dia 8 de agosto, distribuirá 2 mil cestas básicas para a comunidade, como tem feito ao longo dos anos.

“Vivemos em um país de contrastes, mas sabemos que não haverá futuro para o samba se não cuidarmos das nossas comunidades e da nossa gente. Escolhi a Mangueira por alimentar meu coração desde que eu era uma criança do sul do país que se apaixonou pela escola pela tevê”, diz Karinah.

Além de atuar ativamente no trabalho social da Mangueira, para o qual foi convidada por Alcione, Karinah é musa da escola há quatro anos e, neste momento, também concorre como compositora na disputa do novo samba-enredo.

Assim, ela colabora com uma parte da magia e do legado desse estilo musical que, há 25 anos, é o principal objetivo do Museu do Samba preservar e celebrar.

No próximo dia 11 de agosto, a sambista subirá ao palco do projeto “Fim de Tarde”, no Teatro João Caetano.

Projeto Fim de Tarde: Karinah canta “As Damas do Samba” 

Data: 11 de agosto
Horário: 18h30
Local: Teatro João Caetano
Valores: R$ 5,00 (inteira) e R$ 2,50 (meia)
Vendas: FUNARJ


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