Após estrear no Rio de Janeiro com a participação de Roberto Menescal, Wanda Sá, Alaíde Costa e Theo Bial, acompanhados pela Orquestra Sinfônica Villa-Lobos sob regência de Adriano Machado, o projeto Bossa Nova Hoje e Sempre segue sua trajetória pelo país. Agora, o concerto chega a São Paulo e, posteriormente, também passará por Porto Alegre e Salvador.

No dia 29 de agosto, o BTG Pactual Hall recebe a etapa paulistana do projeto. Novamente sob a regência de Adriano Machado, a Orquestra Sinfônica Villa-Lobos divide o palco com Roberto Menescal, Alaíde Costa, Danilo Caymmi e Loulu Gilberto em uma celebração da música que projetou o Brasil para o mundo. Juntos, os artistas interpretarão clássicos que permanecem vivos na memória e no repertório de diferentes gerações.
O repertório da noite inclui pérolas da Bossa Nova como “Chega de Saudade”, “Wave”, “Samba do Avião”, “Garota de Ipanema”, “Manhã de Carnaval”, “Só Danço Samba”, “Insensatez”, “Barquinho”, entre muitas outras.

Considerado um dos arquitetos fundadores do gênero, o cantor, compositor, violonista e produtor Roberto Menescal apresentará canções feitas em parceria com Ronaldo Bôscoli como “Barquinho” e “Ah Se Eu Pudesse” e ainda dividirá momentos com Danilo Caymmi, Loulu Gilberto e Alaíde Costa.
Uma das primeiras grandes intérpretes a gravar repertório bossanovista, Alaíde Costa emprestará sua voz e interpretações inconfundíveis a “Insensatez” (Tom Jobim / Vinicius de Moraes), “Sabe Você” (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) e “Eu e a Brisa” (Johnny Alf).
Revelação da nova geração da música brasileira, Loulu Gilberto apresenta ao público uma leitura contemporânea da bossa nova construída a partir de uma vivência musical profundamente ligada ao legado de seu pai João Gilberto. Em início de carreira, a cantora vem chamando atenção pela delicadeza de suas interpretações e pela forma como dialoga com a tradição da música brasileira ao mesmo tempo em que constrói uma identidade artística própria.

Filho de Dorival Caymmi e um dos nomes mais representativos da música brasileira, Danilo Caymmi levará ao palco sua trajetória construída ao longo de décadas de dedicação à música, com canções como “Rosa Morena” (Dorival Caymmi), “Samba do Avião” (Tom Jobim), “Luiza” (Tom Jobim) e “Manhã de Carnaval” (Luiz Bonfá e Antônio Maria). Herdeiro de uma das famílias mais importantes da cultura brasileira, o artista transita com naturalidade entre a bossa nova, a canção brasileira e a MPB, reunindo em sua obra tradição, sofisticação musical e identidade própria.

O espetáculo terá ainda números com a participação de todos os artistas convidados, como em “Chega de Saudade” (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) e “Só Danço Samba” (Tom Jobim / Vinicius de Moraes), entre outras canções que convidam o público a cantar junto.
O concerto sinfônico tem preços populares e faz parte do projeto multiplataforma Bossa Nova Hoje e Sempre, apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com o patrocínio de ELO e IRB (Re).
BOSSA NOVA HOJE E SEMPRE
Fruto de uma parceria entre as empresas Stanley Projetos, Musickeria, MRG Projetos e Produções Culturais e Tacatinta, o projeto multiplataforma que se inicia em 2026 e seguirá por 2027 irá resgatar o legado da Bossa Nova ao presentear o público com diferentes iniciativas: um portal digital inédito, o mais completo já feito para mapear a história e os principais nomes da Bossa Nova, talkshows, espetáculos, álbuns, concertos sinfônicos em quatro capitais brasileiras e a maior exposição já dedicada ao gênero.
O portal editado pelo jornalista Sérgio Martins também responsável pela curadoria do conteúdo, incluirá videocasts apresentados pelo escritor Ruy Castro que, ao lado de Dora Vergueiro, foi ao Beco das Garrafas entrevistar grandes ícones da Bossa Nova, artistas da nova geração e outros personagens.
As cantoras Leila Pinheiro, Joyce Moreno e Claudette Soares foram as primeiras entrevistadas para a série, que também terá episódios com Wanda Sá, Roberto Menescal, Maria Lúcia Rangel, Antônio Adolfo, Carol Saboya e Armando Pittigliani, entre outros. Os três primeiros já estão no ar no canal oficial do projeto no Youtube.
Com curadoria de Roberto Menescal e apresentado por Luís Calainho, o talkshow O Novo da Bossa subirá ao palco do Blue Note no Rio de Janeiro e em São Paulo, para receber novos talentos da Bossa Nova e inspirar as novas gerações. O primeiro aconteceu no 12 de maio no Blue Note Rio com Will Santt, considerado por muitos um dos maiores nomes da nova geração da Bossa Nova. No próximo dia 28 de julho, será a vez de Theo Bial no Blue Note SP.
SERVIÇO

Onde: BTG Pactual Hall
Data: 29 de agosto de 2026
Horário: 20h
Valores:
PLATEIA VIP: R$ 110,00 (meia-entrada) / R$ 220,00 (inteira)
PLATEIA: R$ 90,00 (meia-entrada) / R$ 180,00 (inteira)
BALCÃO: R$ 75,00 (meia-entrada) / R$ 150,00 (inteira)
PROMOCIONAL BALCÃO R$ 20,00 (meia-entrada) / R$ 40,00 (inteira)
Link de Vendas: SYMPLA
Sobre os artistas:
Roberto Menescal

Instrumentista, compositor, cantor e produtor, Roberto Menescal é um dos nomes centrais da bossa nova surgida no fim dos anos 1950. Nascido em Vitória e criado no Rio de Janeiro, iniciou seus estudos musicais ainda na adolescência, passando pelo piano e acordeão até se firmar no violão, instrumento que marcaria sua trajetória. Teve formação com nomes como Edinho do Trio Irakitan, Guerra Peixe e Moacir Santos, aprofundando-se em teoria, harmonia e contraponto. Ao longo da carreira, recebeu o Prêmio à Excelência Musical concedido pela Academia Latina da Gravação, reconhecimento por sua contribuição à música brasileira.
Menescal começou profissionalmente aos 18 anos, acompanhando a cantora Sylvinha Telles em turnê. Ao lado de Carlos Lyra, abriu uma academia de violão onde conviveu com Nara Leão, com quem desenvolveu parcerias importantes. Tornou-se um dos precursores da bossa nova ao lado de Tom Jobim, Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli. Entre suas composições mais conhecidas estão “O Barquinho”, “Você”, “Nós e o Mar” e “Bye Bye Brasil”. Participou da organização dos primeiros espetáculos dedicados ao novo gênero e integrou o concerto de bossa nova no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962, marco da consolidação internacional do movimento.
Com atuação constante no exterior, apresentou-se em países como Estados Unidos, Japão e diversas cidades da Europa, além de participar do Midem, em Cannes, ao lado de Elis Regina. Gravou e dividiu projetos com artistas brasileiros e internacionais, como Wanda Sá, João Donato, Marcos Valle, Andy Summers e Toots Thielemans. Paralelamente, construiu carreira como produtor e diretor artístico da Polygram/Philips por 15 anos, período em que trabalhou com nomes importantes da MPB. Fundou ainda o selo Albatroz Discos e desenvolveu projetos em cinema e televisão, incluindo trilhas sonoras e programas musicais. Com mais de 400 composições registradas e extensa discografia, mantém atividade constante na música brasileira.
Alaíde Costa

Cantora e compositora, Alaíde Costa iniciou sua carreira profissional em meados da década de 1950, após trajetória em programas de calouros no rádio. Nascida e criada no subúrbio do Rio de Janeiro, destacou-se ainda jovem em concursos musicais que marcaram o início de sua formação artística. Em 1955, assinou contrato como crooner da casa noturna Dancing Avenida e, no ano seguinte, gravou seu primeiro disco. Desde então, construiu uma carreira que ultrapassa seis décadas, com mais de 20 álbuns lançados e participação ativa na história da música popular brasileira.
Figura associada aos primórdios da bossa nova, integrou o grupo de artistas que participaram das primeiras apresentações do movimento, ao lado de nomes como Sylvia Telles, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Lançou seus primeiros LPs no fim dos anos 1950 e início dos 1960, com repertório ligado aos compositores que consolidaram o gênero. Ao longo da trajetória, desenvolveu parcerias autorais com Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Johnny Alf e outros compositores, além de gravar e se apresentar com integrantes do Clube da Esquina. Também dedicou álbuns à obra de artistas como Johnny Alf, Milton Nascimento e Tom Jobim.
Paralelamente à música, atuou como atriz no teatro e no cinema, recebendo, em 2020, o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado pelo filme Todos os Mortos. Sua trajetória é frequentemente associada à reflexão sobre a presença da mulher negra na música popular brasileira, tema que a própria artista abordou em entrevistas ao longo dos anos. Nos últimos anos, manteve atividade constante com novos lançamentos, como O Anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik (2020), além dos álbuns Harmonias Que Soam e Ressoam (2023) e E o Tempo Agora Quer Voar (2024), ambos reconhecidos pela crítica especializada. Em 2025, lançou Uma Estrela Para Dalva, reafirmando sua presença contínua na produção musical contemporânea.
Danilo Caymmi

Cantor, compositor, instrumentista e flautista, Danilo Caymmi é um dos nomes mais representativos da música brasileira contemporânea. Filho de Dorival Caymmi, cresceu cercado por alguns dos principais artistas da cultura nacional e carrega a herança de uma das famílias mais importantes da história da música do país. Ao longo de décadas, a obra dos Caymmi ajudou a construir a identidade da canção brasileira, atravessando gerações e influenciando diferentes movimentos da MPB.
Iniciou sua carreira ainda nos anos 1960 e, ao longo das décadas seguintes, participou de momentos marcantes da música brasileira ao lado de grandes artistas. Manteve estreita colaboração com Tom Jobim, participando de gravações e turnês internacionais, além de desenvolver uma trajetória que transita com naturalidade entre a bossa nova, o samba, a canção praiana e a moderna MPB. Como compositor, teve músicas gravadas por importantes intérpretes brasileiros e assinou temas para novelas que alcançaram grande popularidade.
Dono de uma sonoridade marcada pela sofisticação musical e pela forte ligação com a tradição brasileira, Danilo construiu uma carreira reconhecida pela excelência artística e pela capacidade de aproximar diferentes gerações através de seu repertório. Nos palcos, seus espetáculos unem memória afetiva, musicalidade e uma profunda conexão com a história da música popular brasileira, reafirmando sua posição como um dos principais representantes da herança musical da família Caymmi.
Loulu Gilberto

Cantora e compositora, Loulu Gilberto inicia sua trajetória artística profissional apresentando uma obra que dialoga diretamente com a tradição da música popular brasileira. Filha de João Gilberto, um dos criadores da bossa nova, cresceu cercada por referências que ajudaram a moldar sua formação musical, transformando essa convivência em um trabalho que une legado, personalidade própria e uma abordagem contemporânea da canção brasileira.
Em 2025, lançou seu primeiro álbum, “Loulu Gilberto”, produzido por Cézar Mendes e Mario Adnet. O trabalho reúne canções que transitam entre a bossa nova, o samba, o jazz, a MPB e o samba-canção, apresentando interpretações que dialogam com o universo musical de João Gilberto ao mesmo tempo em que revelam uma artista com identidade própria. O repertório inclui clássicos da música brasileira, canções raras associadas à história da bossa nova e composições inéditas.
O álbum contou com participações de artistas como Tom Veloso, Daniel Jobim e Maria Carvalhosa e recebeu ampla repercussão na imprensa nacional. Loulu foi destaque em veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Rolling Stone, Vogue e Bravo!, recebendo elogios pela delicadeza de suas interpretações e pela forma como constrói um caminho artístico próprio a partir de um dos legados mais importantes da música brasileira.
Orquestra Sinfônica Villa-Lobos
Fundada em 2000 pelo maestro Adriano Machado, a Orquestra Sinfônica Villa-Lobos nasceu com a proposta de aproximar a música de concerto do grande público, ampliando o acesso ao repertório sinfônico sem renunciar à qualidade artística.
A OSVL se destaca pela integração entre a tradição da música clássica e a música popular brasileira. Sob a regência de Adriano Machado, a orquestra desenvolve apresentações que dialogam com diferentes linguagens, ampliando o alcance do repertório sinfônico e estabelecendo conexões com públicos diversos.
Com repertório plural e acessível, a OSVL já se apresentou em teatros, escolas, praças públicas e praias, alcançando públicos em diferentes regiões do Brasil. Sua atuação é marcada pelo compromisso com a democratização cultural e pela valorização da música sinfônica como linguagem contemporânea.
Ao longo de sua trajetória, a orquestra já dividiu palco com artistas como Roberto Carlos, Alok, Jorge & Mateus, Roupa Nova e Fábio Jr., consolidando-se como ponte entre universos artísticos distintos. Projetos como o ViolinLive e as apresentações no formato Cine Concert demonstram sua capacidade de renovação e de diálogo com novas formas de fruição musical.
A Orquestra Sinfônica Villa-Lobos tem como objetivo ser um coletivo artístico comprometido com a integração entre tradição e contemporaneidade, ampliando o espaço da música sinfônica no cenário cultural brasileiro.
Realização
Stanley Projetos, Musickeria, MRG Projetos e Produções Culturais, Tacatinta e Ministério da Cultura e Brasil.
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