Negro, homossexual, filho de nordestino e vindo da favela, vamos falar sobre Rico Dalasam, que, por si só, é uma revolução no rap brasileiro. Ousado, Rico brinca com os gêneros, consegue ser divertido, mas sem perder a carga política presente em suas letras. Sendo o primeiro rapper assumidamente gay brasileiro, ele trata de assuntos que vão desde morar na favela até relacionamentos. O seu primeiro trabalho foi o EP Modo Diverso, com seis faixar completamente autorais e que tratam de suas próprias vivências, reproduzindo o orgulho de ser quem é.
A internet é um de seus principais meios de divulgação, tendo atingido, com seu trabalhos, mais de meio milhão de acessos. Suas apresentações já percorreram um parte do país, com sua sonoridade cheia de inovações, tanto na métrica, quanto no flow, consegue cativar os mais diversos públicos. Ele também foi destaque no Music Video Festival de 2015, além de apresentações na 19ª Parada LGBT.
Já tendo lançado clipes de “Aceite-C”, “Riquíssima” e “Não Posso Esperar”, no mês de maio ele também lançou o videoclipe da música “Esse Close Eu Dei”, sendo um prelúdio do disco que acaba de sair do forno, o Orgunga, que você já pode ouvir no Spotify, sendo um show não só de boa música como também de lacre.

Rico Dalasam é muito mais que um simples artista, ele faz de sua música resistência, dando representatividade àqueles, muita vezes, esquecidos pelo próprio movimento: o gay pobre e negro da favela. Sua música perpassa limites e leva o fazer artístico a um novo lugar, não sendo só a indicação da semana, ele é daqueles artistas que você pode repetir a dose várias vezes e que merece seu olhar atento.





























