Um verdadeiro caos chamado Honor Sounds Festival, que ficará na cabeça de muitos por longas e longas décadas.
Texto: Marcos Cesar “Bullin.Inc” / Fotos: Andréia Takaishi
Com um cast com as bandas Tolerância Zero, Oitão, Ratos de Porão e Suicidal Tendencies, com o baterista Dave Lombardo (Ex-Slayer/Ex-Philm) como convidado, e um Audio Club lotado, a noite foi perfeita.
O grupo Tolerância Zero abriu a noite e todas as rodas possíveis. Com atitude no palco e muito da qualidade da música extrema brasileira, eles estão na ativa desde 1997 e sempre representando muito bem.
A segunda banda da noite foi o Oitão, outro nome forte do underground brasileiro, conhecido por todos. Ganhou um destaque na mídia, já que o vocalista é o Chef Henrique Fogaça, do programa Masterchef. Além de Fogaça, completam o time Ciero, na guitarra, Ed Chavez, no baixo, e Marcelo BA, na bateria.
Aqueles que pensam que o fato do vocal ser da grande mídia faz com que a banda venha a fraquejar, estão bem equivocados. O som é brutal, animação excelente, embora eu tenha achado que o Tolerância Zero agitou mais a galera, mas seria impossível dizer que o show do Oitão foi ruim. Achei melhor do que o que presenciamos no Sesc Belenzinho.
Ratos de Porão, a clássica banda punk brasileira e, porque não dizer, mundial, uma vez que acabaram de voltar do Festival Hellfest Festival, na França, e estava previsto tocarem o clássico Anarkophobia, na íntegra. Quem já presenciou um show deles, sabe que pouca coisa para em pé. E nesta noite não foi diferente. Showzaço! A banda melhora e melhora a cada ano, soa como vinho mesmo. Perfeitos em estúdio, perfeitos ao vivo, João Gordo & Jão, eu considero como nossos Lennon & Mccartney, já que clássicos da banda foram compostos por essa dupla desde o Crucificados pelo Sistema, passando pelo Cd Anarkophobia, até o novo, Século Sinistro.
Desde que saiu do Slayer, Dave Lombardo não tinha acertado em uma banda e quando apareceu o convite do Suicidal Tendencies, a oficialização gerou uma grande expectativa em todo o mundo, tamanho ficou o interesse de todos assistirem a esse show.
Quanto ao show do Suicidal, é impossível ficar parado. Afinal, qualquer show que se abra com “You can’t bring me down” e tenha “War inside my head“, “How Will I Laugh Tomorrow” e “Institutionalized” é uma verdadeira explosão – algo como algumas centenas de mentos caírem dentro de uma piscina de Coca-Cola: é indescritível.
Presença de palco ímpar, agitando e não se importando dos fãs subirem e fazerem o Stage Diving. Tanto que no final, com mais de 200 pessoas no palco, não se via os músicos – aquilo sim é o espirito hardcore da banda, que, com décadas de estrada, consegue, em todos esses anos, não ser considerada de velhos ou superados. Sempre representaram e continuarão fazendo.
Certamente na lista dos shows de melhores do ano e se não estiver em alguma lista que lerem, não confiem nessa lista. Foi Perfeito!!!!
- You Can’t Bring Me Down
- Two Sided Politics
- Go’n Breakdown
- Trip at the Brain
- War Inside My Head
- Subliminal
- Send Me Your Money
- Who’s Afraid?
- Possessed to Skate
- I Saw Your Mommy
- Cyco Vision
- How Will I Laugh Tomorrow
- Pledge Your Allegiance
Encore:
14. Institutionalized
15. I Want More
Por A Ilha do Metal























































