Eu não colocaria a Universal Studios Hollywood na categoria de “vamos ver se sobra tempo”, sim como parte do seu roteiro obrigatório! O parque fica em Universal City, na região de Los Angeles, e tem uma coisa que muda bastante a visita: ele está ligado a um estúdio de cinema que continua funcionando. Você pode passar a manhã entrando em mundos de ficção como Mario e Simpsons e, algumas horas depois, estar dentro de um tram atravessando um backlot de verdade. Para quem gosta de cinema, essa combinação é difícil de encontrar em outro lugar.
O Studio Tour é o programa que melhor explica essa diferença. O passeio dura cerca de uma hora, está incluído no ingresso e leva os visitantes por cenários e áreas de produção do estúdio. No trajeto, tem Jaws, King Kong 360 e a possibilidade de ver o cenário original de Jupiter’s Claim, de Nope. Também rolam efeitos que fazem a gente lembrar que, no cinema, uma rua tranquila pode virar uma catástrofe em segundos. É passeio, bastidor e uma pequena aula de como Hollywood cria suas ilusões, tudo junto.

A outra grande novidade é Fast & Furious: Hollywood Drift, que abriu em setembro de 2026. É a primeira montanha-russa externa e de alta velocidade da Universal Studios Hollywood, e já chega com números de atração principal: pode atingir 72 milhas por hora, tem quatro lançamentos e três inversões. Mas o detalhe que mais me chama a atenção é que os carrinhos giram em 360 graus para simular a sensação de drifting. A ideia não é simplesmente colocar um carro famoso num trilho. É tentar reproduzir, no corpo, aquela sensação de perder o controle numa curva e recuperar a direção no último segundo.
A atração ainda brinca com a geografia do parque. O percurso passa por cima e por baixo da Starway, a longa sequência de escadas rolantes que liga as áreas de cima e de baixo. Parte dos trilhos também atravessa uma seção transparente visível para quem está na fila. E os veículos são inspirados em carros conhecidos dos filmes: o Dodge Charger de Toretto, o Mazda RX-7 de Han, o Nissan Skyline de Brian e o Toyota Supra laranja do primeiro filme. Para quem reconhece esses carros de imediato, tem um agrado a mais antes mesmo de embarcar.

E eu preciso dizer: essa virou uma das melhores montanhas-russas em que já andei. A trava de segurança não passa por cima dos ombros; ela se ajusta pelas laterais do corpo, o que deixa os movimentos mais livres. Mesmo com tantas curvas e com os próprios carrinhos girando no trilho, a experiência é surpreendentemente fluida. Fui no pôr do sol e, entre a velocidade e as rotações, olhar para as montanhas da Califórnia me deu a sensação de estar dentro de uma cena de filme. A vista é de tirar o fôlego.
Essa divisão entre Upper Lot e Lower Lot é importante na hora de montar o dia. O parque não é enorme como alguns outros destinos da Califórnia, mas a diferença de altura muda o ritmo da visita. Minha dica é olhar o mapa antes de começar e tentar agrupar as atrações por área, em vez de ficar descendo e subindo sem plano. A boa notícia é que o caminho também faz parte da experiência: a nova montanha-russa passa justamente por essa estrutura, transformando a Starway em parte do espetáculo.
E não é só cinema que a Universal sabe fazer bem. Em SUPER NINTENDO WORLD, você entra no Reino dos Cogumelos, pode disputar moedas e conchas em Mario Kart: Bowser’s Challenge e participar de desafios interativos espalhados pela área. Quem usa a Power-Up Band consegue acompanhar pontuação e desbloquear outras atividades. Já em The Wizarding World of Harry Potter, dá para passear por Hogsmeade e chegar pertinho de Hogwarts. São áreas feitas para olhar para todos os lados, não só para seguir direto até a próxima atração.

Eu também tentaria reservar um horário para WaterWorld. É um espetáculo ao vivo com jet skis, mergulhos, explosões e um avião que parece cair no meio da apresentação. A curiosidade é que a produção usa efeitos pirotécnicos de verdade, com bolas de fogo que chegam a cerca de 15 metros de altura. É bem diferente de uma atração de tela: você escuta o barulho, sente o calor e entende por que esse tipo de show continua funcionando tão bem.
No fim, acho que esse é o motivo para incluir a Universal no roteiro: ela entrega várias versões de Los Angeles no mesmo dia. Tem o lado dos filmes e das séries, o parque de atrações, os espaços imersivos e um pouco da engenharia de entretenimento acontecendo diante de você. O calendário também ganha outra cara dependendo da época, com eventos como Halloween Horror Nights e Holidays at Universal.

Eu reservaria boa parte do dia, principalmente se a ideia for fazer o Studio Tour sem correria, conhecer SUPER NINTENDO WORLD e assistir a WaterWorld. Depois, o CityWalk é um bom jeito de esticar o passeio com jantar, compras ou cinema. Para quem está montando uma primeira viagem a Los Angeles, ou simplesmente quer passar um dia cercado de histórias que já conhece, a Universal Studios Hollywood merece um lugar próprio na programação.
Por Balde de Pipoca





























