Sua fantasia, “Raízes do Amapazeiro”, foi apontada como um dos destaques da apresentação da escola. Segundo o carnavalesco Sidnei França, a indumentária, dotada de efeitos especiais, transforma-se em “momento memorável e triunfal, imbuído da energia da Amazônia Negra”.

Assinada por Bruno Oliveira — criador da fantasia de onça usada por Paolla Oliveira em 2024 —, a peça, que antecede o carro “A Eternidade do Guardião da Amazônia”, traz movimentos e luzes que transformam raízes em flores.
O carnavalesco explica a gênese da inspiração:
“No quinto setor do desfile mangueirense, retratamos como Mestre Sacaca ainda vive na Amazônia Negra. Nosso xamã babalaô segue presente, seja na cultura, na alimentação ou na defesa da natureza. Ao término do desfile, esse ser encantado se eterniza como um amapazeiro, árvore fundamental do Norte do país, com a qual ele tinha íntima relação, já que extraía do leite de seu tronco a cura para várias doenças. Enraizando-se, Sacaca retorna ao ventre da floresta, onde tudo começa e recomeça, e se funde para sempre com a própria terra e com o seu povo.”

Considerada uma das principais representantes femininas do samba na atualidade, Karinah também celebrou os 110 anos do gênero no Carnaval de Salvador, onde se apresentou em trios a convite de Carlinhos Brown, Margareth Menezes e Nelson Rufino, nos principais circuitos da capital baiana. Acompanhada pela banda com músicos de Beth Carvalho, também se apresentou no camarote Expresso 2222, de Gilberto Gil.
Na manhã de domingo, a cantora animou mais de 100 mil foliões no bloco Bangalafumenga, no palco do Aterro do Flamengo. A musa da Mangueira encerra sua jornada carnavalesca na terça-feira,às 20h, com um show no Terreirão do Samba, no Rio de Janeiro.
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midiorama.com/karinah-se-divide-entre-os-carnavais-do-rio-e-salvador





